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Exposição [un]fold Landscapes | Telmo Castro
Inauguração 28 Março | 18h



EXPOSIÇÃO [un]fold Landscapes
de TELMO CASTRO
28 MARÇO – 24 ABRIL
INAUGURAÇÃO 28 MARÇO | 18h00

Comissariado: Paulo Luís Almeida

«O desenho, no entanto, raramente atrai pontos de vista consensuais. Em vez disso, convida à frustração ou à obsessão ao tentar esclarecer aquilo que é escorregadio e irresoluto no seu estatuto fluido enquanto acto performativo e ideia; enquanto signo, símbolo e significante; como diagrama conceptual assim como medium, processo e técnica. Com muitos muitos usos, manifestações e aplicações.»
Deanna Petherbridge

Entre o mistério da concepção e a arquitectura de papel, exploram-se os impulsos que se alimentam do inesperado, do inusitado, do estado líquido e do lugar sublimado do imaginar. Esgrimem-se ideias entre o desespero e a conveniência onde tudo é possível equilibrar, descobrir ou simplesmente abandonar. É desenhar para nada.
[Un]fold Landscapes acontecem em torno dessas dialécticas como um desenho performativo, de oscilação do olhar, onde a reversabilidade não seria então perfeita entre dois pólos simétricos — o visível e o invisível — mas penderia para o lado do último, enquanto invisível inteligível.
Não é senão o jogo imagético e múltiplo da sintaxe arquitectónica, aquele que constrói entre signos fragmentados de uma narrativa edificante e não consciente um pensamento arquitectónico não-construído. É o contexto observável e de revelação, manifesto e marginal.
O capricho — enquanto desenho feito à margem de uma utilidade — é o desígnio pelo qual se revela o reflexo intencional destes desenhos, o desafio de representações e disposições do pensamento arquitectónico: há a representação que o arquitecto faz de si próprio nas relações que estabelece entre invenção e intervenção; há a representação que culturalmente atribuímos ao desenho como uma forma de uso e pensamento; mas há também a representação dos modelos de resistência, o desenho marginal. Pensar esse desenho nas margens do desenho operativo é repensar de que forma esse lugar é capaz de articular o pensamento do arquitecto, do lugar de resistência à acção comum, da barricada necessária, as provocações que alimentam o pensamento criativo, na utilidade do gesto inútil. Desenhar, é assim, participar num inconsciente que se apropria da ordem para continuamente reivindicar a forma singular de ver e pensar, assumidas como um contínuo: entre dúvida e a certeza, entre a procura e a descoberta, o olhar e o gesto, como refere Walt Whitman:

«Estes são na verdade os pensamentos de todos os
Homens em todos os lugares e épocas; não são originais meus.
Se forem menos teus que meus, serão nada ou quase nada.
Se não forem o enigma e a solução do enigma, nada serão.
Se não estiverem perto e longe, nada serão.
Este é o pasto que cresce onde há terra e há água,
Este é o ar comum que banha o planeta.»
Song of Myself (1892)

Jorge Telmo Rodrigues de Castro nasceu no Porto em 1962. Estudou com os Mestres Sá Nogueira, Henrique Silva e José Rodrigues na Cooperativa Árvore entre 1982 e 1984, Licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior Artística do Porto em 1990, concluiu a Pós-graduação na Universidade de Sevilha em Reabilitação Arquitectónica e Urbana em 2000, colaborou com os Arquitectos João Carreira, Alcino Soutinho e Magalhães Carneiro e Pedro Mendes, e integra o corpo Docente da ESAP desde 1990, leccionando a disciplina de Desenho 2 do Curso de Arquitectura. Iniciou a sua actividade como profissional liberal e fundou a Empresa Arado Gestão Planeamento e Projectos Lda em 1995, tendo desenvolvido e edificado vários tipos de projectos públicos e privados, nomeadamente: Equipamentos de Saúde, Desportivos, Escolares, Serviços e Habitacionais. Foi premiado em vários concursos públicos em Portugal, tendo obtido o prémio Palmarés Ibérico Tecnhal em 2018 e Menção Honrosa no Prémio internacional Architecture Master Prize em 2018. Participou em várias exposições/performances e conferências: Porto, Matosinhos, Sintra, Trienal de Lisboa, Museu Nacional Soares dos Reis, Igreja de Santa Clara-a-Velha, Escola Superior Artística do Porto, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Universidade da Beira Interior, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Ordem do Arquitectos SRN e Núcleo de Aveiro de Arquitectos NAAV. Desenvolve actualmente o doutoramento em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, a actividade de Arquitecto e docência na Escola Superior Artística do Porto.

Paulo Luís Almeida é Professor Auxiliar do Departamento de Desenho da FBAUP e Investigador no I2ADS (Insituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade). Doutorou-se em 2009 na Universidad del País Vasco, como bolseiro da FCT, com a tese intitulada ‘La Dimensión Performativa de la Práctica Pictórica – Transferências de Uso entre Campos Performativos’, um estudo sobre as interferências entre processos pictóricos e processos performativos.







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