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É Professor Catedrático (Construções) do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – FEUP, sendo director do Laboratório de Física das Construções – LFC, da FEUP. Também na FEUP, é director da Pós-Graduação em Reabilitação do Património Edificado e director da Secção de Construções Civis. Exerce as funções de Coordenação do CIB W086 – Building Pathology e do CIB W040 – Heat and Mass Transfer. É igualmente director do Instituto da Construção. É responsável pela regência da disciplina ”Térmica de Edifícios” e “Patologia e Reabilitação de Edifícios”, do 5.º ano do Mestrado Integrado de Engenharia Civil, bem como regente de disciplinas da Pós-Graduação em Reabilitação do Património Edificado – FEUP e da Pós-Graduação em Gestão Imobiliária – Faculdade de Economia do Porto. É autor ou co-autor de mais de 150 publicações científicas e didácticas (livros, comunicações em revistas e actas de congressos nacionais e internacionais) nos domínios da higrotérmica, patologia e reabilitação de edifícios, e editor do sítio e conferências PATORREB. É consultor nos seguintes domínios:
Comportamento higrotérmico de edifícios;
Patologia e reabilitação de edifícios;
Ventilação natural de edifícios;
Comportamento térmico;
Comportamento acústico.
RESUMO
A Directiva 2002/91/CE conduziu à publicação do
RCCTE – Regulamento das Características de Comportamento Térmico do Edifícios
(DL 80/2006) e à certificação energética de todos os edifícios (novos,
reabilitados ou existentes), com base no SCE – Sistema Nacional de Certificação
Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (DL 78/2006).
A eficiência energética e a necessidade de reduzir
as emissões de CO2, impostas pelo protocolo de Quioto, são
exigências fundamentais, mas não é possível dissociar o desempenho energético
dos edifícios das implicações construtivas e arquitectónicas e dos custos
envolvidos.
A reabilitação de edifícios existentes, cujo valor
da intervenção seja superior a 25% de um custo de referência, tem de satisfazer
as exigências do RCCTE, pelo que é necessário optimizar do ponto de vista
energético as soluções de reabilitação de fachadas, coberturas, envidraçados,
sistemas de aquecimento de águas quentes sanitárias, etc. Por outro lado, deve
ter-se em atenção qual o custo global da intervenção, isto é, o investimento
inicial, o custo de exploração e o custo de manutenção, o que exige a
realização de uma análise técnico-económica fundamentada.
Nesta comunicação pretende-se
reflectir sobre a certificação energética de edifícios reabilitados, nas suas
vantagens e no desequilíbrio existente entre o peso da envolvente face aos
sistemas a implementar, bem como sobre as soluções construtivas recomendáveis.
Palavras-chave: Edifícios, Reabilitação, RCCTE, Certificação energética
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