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Mapa Álvaro Siza
OASRN/CMP/ACA

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Mapa Álvaro Siza [PT] (PDF)
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Mapa Álvaro Siza [ENG] (PDF)
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Mapa Álvaro Siza [ES] (PDF)
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Levar que Contar

Quem se dispõe a visitar uma obra de Siza sabe ao que vai. Dentro do seu espírito leva expectativa e ilusão, mas leva também a certeza de encontrar uma obra consistente e madura. Sobre a obra dos grandes mestres cria-se uma espécie de aura, um círculo de adoração, que a transporta para fora dos lugares-comuns. Mas essa aura repousa, em geral, sobre pressupostos muito simples. E o mais simples é, muitas vezes, o mais difícil. As soluções encontradas por Siza, certamente decantadas ao longo dum trabalho árduo de pesquisa, parecem ser óbvias aos olhos do visitante: a obra está implantada onde deve estar; dá corpo como deve, e duma forma elegante, a um programa; incorpora os registos que melhor respondem perante uma determinada memória cultural. E isto já é muito, mas não é tudo. Há edifícios ou arranjos urbanísticos que respondem eficientemente a todas estas coisas e, no entanto, não justificam uma visita.

Porque será, então, que as obras de Siza são merecedoras de visita? E porquê umas mais do que outras? Porque manifestam, julgo eu, uma coisa que alguns arquitectos têm e a outros falta: poesia. A poesia na arquitectura, e na arte em geral, não é coisa fácil de se ver, embora seja assunto do olhar, mas não só. A poesia vê-se, sente-se, ouve-se, toca-se. Mas perante o olhar ou o toque, retrai-se, refugia-se nos seus alvéolos inexpugnáveis. O espaço, quando bem ordenado, entra nos sentidos como um Deus na alma. A arquitectura estabelece um protocolo, a poesia quebra-o; a arquitectura fala até um determinado ponto, a poesia emudece; a arquitectura torna o mundo habitável, a poesia abre a hospitalidade; a arquitectura intervém sobre ‘ a carne do mundo’, a poesia manifesta e compromete o espírito; a arquitectura constrói uma forma para a utilidade, a segurança e o conforto, a poesia inventa uma passagem para o Oriente da razão.

Visitem, por exemplo, a Piscina das Marés ou o Museu de Serralves e vejam como a obra de Siza mostra sabedoria e carência, duas virtudes que costumam andar juntas. E isto é poesia. A carência não é necessariamente uma falta de alguma coisa ou uma privação. É também um momento de espera, um compasso que marca o ritmo cardíaco do sedento que se aproxima da fonte. A poesia, como a obra de Siza, nunca mostra tudo. Deixa um espaço de distanciamento e de crítica ao leitor ou ao visitante; abre uma extensão para a pergunta, a inquietação e o espanto. A boa arquitectura respeita o visitante, preza-o, responsabiliza-o, retira-o à menoridade, trabalha para a sua emancipação. O visitante não é um crivo lasso e passivo de emoções. O visitante entrega-se à obra, abraça-a: seja para a desposar, seja para a repudiar. Num caso ou noutro, sempre o visitante leva que contar!

Nuno Higino


Num tempo em que se navega tanto pela net e em que se fala tanto na globalização, ‘ o saber ver a arquitectura’ obriga à viagem, a ver e sentir a obra, a sua inserção e contemporaneidade.

As viagens culturais de arquitectura, e mistas, são uma realidade internacional e mesmo nacional. Os meios de transportes são rápidos e acessíveis e as férias podem ser um fim-de-semana: criou-se a ideia de que, em pouco tempo, se pode absorver uma cidade nos seus tradicionais aspectos turísticos, mas também naquilo que a move e a define.

A Região Porto tem um conjunto de obras de arquitectura contemporânea que, pela sua inserção urbana, valorizam e acrescentam o património cultural. A Arquitectura Contemporânea é já património e, em muitos casos, qualificada como ‘de interesse turístico e cultural’ .

As várias entidades envolvidas neste projecto – Câmara Municipal do Porto, Ordem dos Arquitectos - SRN e Casa da Arquitectura – demonstram o alcance desta realidade e a urgência de a tornar conhecida.

Álvaro Siza iniciou a sua actividade de arquitecto neste ambiente cultural.

Este mapa dedicado às suas obras facilita a sua localização e uma correcta abordagem por parte do visitante. Surge na sequência dos Mapas já editados dedicados a Marques da Silva e Arménio Losa.

Carlos Castanheira




Edição: Câmara Municipal do Porto; Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Norte
Coordenação: Ordem dos Arquitectos – SRN; Ana Maio, Manuel Maria Reis e Nuno Grande
Conteúdos, fotografias e traduções: Casa da Arquitectura
Design Gráfico: Incomun
ISBN: 978-972-8897-34-5
Impressão: AIC







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