OASRN



 

Mapa Fernando Távora
Edição

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Mapa Fernando Távora [PT/ENG] (PDF)
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Mapa Fernando Távora [FR/ES] (PDF)
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A arquitectura de Fernando Távora (1923-2005), referência na história e na cultura portuguesas do século XX, é o tema deste “itinerário”. Herança e obra que se dispersam por amplo território geográfico, com particular incidência no Porto, Guimarães, Aveiro, Coimbra. Távora questionou e movimentou sempre, ao longo dos seus quase sessenta anos de prática profissional, que o seu projecto-de-arquitectura “nasce da consciência do lugar mas, ao mesmo tempo, a minha arquitectura define aquele lugar. Assim, a arquitectura é o processo de redefinição do lugar.” “A arquitectura é um acto material de construir e um acto espiritual de qualificar”, ou seja, a expressão cultivada de um espaço de cultura, expressão de uma vontade para (re)trabalhar “o comum que é preciso fazer existir, i.e., dar forma”.

Fernando Távora (EBAP, 1950) foi técnico municipal (1948-56), professor-educador a par do ofício de arquitecto; viajou pelo mundo, participou em vários congressos internacionais de arquitectura moderna (CIAM); escreveu nos jornais para dar voz à cidadania da arquitectura, achegando-se do homem comum; escreveu sobre organização do espaço para (a)firmar a continuidade de uma causa; utilizou a entrevista para arrumar, na circunstância, o processo-movimento de perguntas-respostas sobre o agir que viabilizou como unidade e desdobramento – “a unidade na variedade”, “a ordem na continuidade”, “a diversidade na totalidade”.

No “itinerário” anotam-se as coordenadas sumárias para o acesso a 48 trabalhos do autor, construídos no período 1952-2004, em diferentes condições e com diferentes tempos de produção, o edifício de raiz e a recuperação de edificado existente, edifício público e arquitectura doméstica – a obra curso de uma vida (Casa da Covilhã, Guimarães, 1943-2005), a obra síntese de uma causa (Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, 1954-59; as praças, Guimarães). Comum, um sentimento de pertença ou promessa de futuro, que perseguiu em dar forma, em fazer existir em regime hospitalidade e contingência com algo de crença no (ar)rasto glorificante da universalidade portuguesa. Na esteia da modernidade, à obra construída, Fernando Távora confia a plena possibilidade de voz da sua lição à atenção do tempo, dos homens: “olhar, observar, ver, imaginar, inventar, criar”.”
Manuel Mendes

Edição: Câmara Municipal do Porto e Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos – OASRN, em parceria com a Fundação Marques da Silva
Coordenação Editorial: OASRN
Conteúdos, fotografias: Fundação Marques da Silva
Texto: Manuel Mendes
Tradutores: John Elliott, Gill Stoker, Alberte Perez, Michele Lagorsse
Créditos fotográficos: Ivana Barbarito, Inês de D’Orey, José Manuel, Luís Ferreira Alves, Pedro Lobo, Rui Morais de Sousa
Design Gráfico: Incomun
Impressão: Lusoimpress, S.A.






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