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REGRAS CLARAS E JUSTAS
JOSÉ SALGADO, Conselho Regional Admissão

SETEMBRO.2002
 

Em Maio passado, na circular em que se fazia a convocatória para a Assembleia Geral Extraordinária que teve lugar no Porto, na qualidade de responsável regional pela admissão à Ordem, escrevi: “A profunda alteração das condições vigentes até há bem pouco tempo no que respeita à formação geral dos pretendentes à profissão tornou inevitável e urgente a adopção de medidas que confiram eficácia, sentido e credibilidade a uma das principais atribuições da Ordem.”
O domínio das especificidades da prática profissional tanto no campo da mais imediata operacionalidade como no dos princípios teóricos e outros que lhe são inerentes, resulta de processos de aprendizagem cuja qualidade não podia deixar de ser questionada, tal a diversidade de cursos ditos superiores e de arquitectura que proliferaram sobretudo a partir da década de 80.
À Ordem não restava outra alternativa que não fosse a de alterar as condições de acesso ao exercício da profissão, atribuindo o título profissional apenas a quem cumprisse os requisitos tidos como essenciais para o seu desempenho.
Que fique claro que, embora naturalmente atenta e interessada nos modos como se processa o ensino / aprendizagem da Arquitectura, a Ordem não está, nem nunca esteve, interessada em imiscuir-se nas questões do foro académico, limitando-se a defender pedagogias que garantam aceitáveis níveis de qualidade em termos de formação.
O actual regulamento de admissão procura, na medida do possível, ser o instrumento capaz de levar à prática as intenções subjacentes à instituição da Ordem profissional: a defesa intransigente e o incremento das qualidades profissionais e o desenvolvimento e aprofundamento da autonomia do campo disciplinar em que se exercem.
A Comissão Regional de Admissão do Norte (CRAN) tem participado nas diligências que pretendem implantar o novo regime de acesso à Ordem. Ainda que de uma forma residual, persiste a ideia de que os responsáveis por esta instituição estão empenhados em dificultar a entrada a novos membros, defendendo tradicionais privilégios e benesses. Nada de mais falso, uma vez que apenas se pretende moralizar uma situação de algum descontrole e estipular regras claras e justas que garantam e desenvolvam o prestígio desta instituição.




 
 


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