OASRN



016

OS TELEFONES AINDA TOCAM?
ANDRÉ TAVARES

Agosto 2002

Hoje em dia é apenas ao som de uma breve tremura e de uns olhos mais arregalados que se nota a presença de uma chamada telefónica, na reunião, no carro, no autocarro, na cozinha ou num sanitário público. O recurso ao telefone tornou-se tão directo e sistemático que já ninguém se lembra que pode haver alguém que não atenda o telefone. As telefonistas são efectivamente personagens do passado. Ou então são artistas de televisão para publicitar algum seguro directo, com atendimento tão personalizado que, habitualmente, não serve para nada. Esta reflexão serve para dar nota da dificuldade que se tem sentido, na Secção Regional do Norte, em atender todos os telefonemas que se recebem. O problema reflecte-se essencialmente, na capacidade efectiva de resposta às solicitações e na resolução dos problemas e necessidades apresentadas pelos membros e não, como por vezes poderia parecer elegante, ter alguém para dizer bom dia-boa tarde e sem capacidade de dar sequência às solicitações. A solução que temos adoptado consiste na disponibilização de um número geral que distribui, consoante a solicitação de quem telefona, para os diferentes postos de trabalho e que estão habilitados a responder directamente ao interlocutor. Se isto funcionar parece ser a melhor solução. O serviço mais requisitado, de apoio à prática profissional registou, só no mês de junho, 81 consultas que correspondem, naturalmente, a muito maior número de chamadas. Para os outros serviços, aparentemente, tem sido mais complicado um acesso linear mas espera-se atingir brevemente um formato e uma capacidade de comunicação que satisfaça todos. Paralelamente o recurso ao e-mail está a ser cada vez mais utilizado (global@oasrn.org) e a informação e comunicação on-line começa finalmente a ter capacidade para ser posta em marcha de forma efectiva (mensageiro@oasrn.org) (www.oasrn.org). Não vá, telefone! Não telefone, comunique!




 
 


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