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DESTRUIR A OA PARA CONSTRUIR A SUA SEDE JOÃO CASTRO FERREIRA
DEZ.2002 |
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O CDR-N anunciou no último número do nosso boletim a compra de um edifício para a instalação da nova sede. Está de parabéns, cumpre a sua principal promessa eleitoral !
Procurou, escolheu e comprou sem pedir a ajuda ou a opinião dos associados com base numa legitimidade inquestionável. Espero que com base nessa legitimidade não negue alguma informação básica sobre a nova sede: quanto custou o edifício? quanto vão custar as obras? que programa se pretende instalar? com base nos recursos da SRN, quantos anos prevêem que demorará a pagar este investimento? que tal mais um número do nosso boletim dedicado à nova sede?
Por último, mas talvez em primeiro lugar de importância - a intenção de adjudicar directamente a uma entidade a elaboração do projecto das primeiras obras.
Entendo que o CDR-N deve abandonar desde já esta intenção, que gostaria de entender como um tremendo lapso, pelos seguintes motivos:
- contraria frontalmente a política de encomenda de entidades públicas defendida pela OA e AAP há décadas;
- contraria frontalmente os programas apresentados pelas listas eleitas para os órgãos directivos nas últimas eleições;
- destrói a política de defesa e promoção do concurso como método mais justo e eficaz de escolha de soluções e equipas (se os concursos não servem para nós porque é que servirão para os outros?).
- não existe nenhum motivo para a não abertura de um concurso, é mais justo, mais eficiente, mais valorizador da qualidade e mais rápido;
Se mais nenhum motivo houvesse, as grandes dificuldades que muitos colegas enfrentam deveriam merecer maior consideração.
Poderá parecer que exagero mas penso que não.
A sede é só um instrumento para a defesa e promoção de: concursos, honorários justos, concorrência sã; são os objectivos que justificam a existência da nossa Ordem.
Penso que não é necessário nem legítimo destruir a OA para construir a sua sede.
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