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BOA SEDE, MAU JUÍZO PEDRO ABRANCHES VASCONCELOS
DEZ.2002 |
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A SRN vai, um dia destes, mudar de sede - é o que nos anunciam notícias em anteriores boletins.
Esta mudança foi proposta no programa da lista que ganhou as eleições e que, deste modo, vem cumprir uma das suas promessas - o que é bom.
É também bom, e sensato, que a nova sede venha a ser mesmo propriedade de todos nós.
Assim, se um dia deixar de servir, pode ser vendida, o que não acontece com a que existe na Sé.
Muito má, é a decisão do CDR-N de entregar directamente ao Centro de Estudos da F.A.U.P. o projecto de recuperação das casas onde se pretende instalar a nova sede.
Poderá o CDR-N entender que tem legitimidade para, sózinho, proceder a um longo período de procura e para ponderar diversas e muito diferentes hipóteses para a nova sede.
Quando considera globalmente atractiva a aquisição de duas construções conviria que explicasse porquê - é a opção mais económica? mais rápida? mais gira? a que melhor se enquadra no programa pretendido que, aparentemente, está ainda em desenvolvimento?
Como vou ser eu também a pagar esta nova sede, acho que tenho o direito de saber.
Pelo mesmo motivo quero que o projecto de remodelação para a nova sede seja garantidamente bom.
A anunciada escolha, por ajuste directo, do Centro de Estudos da Faculdade em que me formei não cumpre este objectivo.
Ao entender o CDR-N que um Centro de Estudos - que, como o seu nome indica se deveria dedicar ao estudo - está apto a projectar, porquê deixar de fora outras instituições que também empregam arquitectos?
Já agora, porque não convidar o IPPAR ou a CMP, a CCRN, a JAPN, a SEC, a FS - sei lá, uma qualquer instituição que tenha sigla e arquitectos.
De repente, o próprio CDR-N cumpre este critério.
Se gastou, como diz, tanto tempo a encontrar uma sede nova, que gaste mais algum a promover um concurso para o projecto da sua remodelação.
Bons arquitectos não faltam e não vão, com certeza, faltar. Bons projectos, que é o mais importante, também não.
As casas da nova sede precisam de arranjo.
Dispensarão, com toda a certeza, arranjinhos.
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