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A NOVA CASA DE ÁLVARES CABRAL CARLOS GUIMARÃES
JAN.2003 |
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No boletim do passado mês de Dezembro, demos notícia da aquisição de
duas casas na rua de Álvares Cabral, destinadas a uma nova sede da Secção
Regional do Norte da O.A..
Esta compra, referimo-lo, contou com o inestimável apoio da Presidente
da Ordem dos Arquitectos, a arquitecta Helena Roseta, assim como do apoio unânime quer do
Conselho Directivo Nacional, quer do Conselho Nacional de Delegados e Conselho
de Delegados da S.R.N..
As duas casas e o terreno em que se inserem têm um valor patrimonial do ponto de vista arquitectónico e urbano que é inegável, possuindo um potencial muito significativo para servir como sede da S.R.N. da O.A..
Esse potencial abriga as componentes simbólicas que a imagem e história
dos edifícios e da rua traduzem e que, como legado e testemunho de um
passado, se pretende manter e utilizar em benefício dos seus utilizadores e da
própria cidade. Mas esse potencial deriva também da componente
dimensional dos edifícios e do terreno.
De facto, a área coberta de construção existente ronda quase os mil
metros quadrados, inseridos num lote com cerca de quinhentos metros quadrados.
E, apesar das grandes diferenças que existem entre vários dos espaços de
cada uma das casas, as possibilidades de potenciação e crescimento para o
futuro adivinham-se como significativas.
O aproveitamento e concretização de todo esse potencial constituirá um
desafio para os próximos anos, impondo metas claras e perseverança na
continuidade de mobilização de recursos e meios, já que difícil
realizar de uma só vez todas as acções necessárias à recuperação e remodelação
total de todas as componentes da propriedade adquirida.
Por isso, e porque uma nova sede se impôs por necessidades operacionais
de melhor se poder prestar serviços aos membros, importa definir uma
estratégia de actuação que permita simultaneamente vir a colocar pelo
menos uma parte dos edifícios em condições de poder ser utilizada, sem que se impeça a continuação faseada da remodelação global. E importa fazê-lo na
conjugação possível entre o desejável e os meios e recursos disponíveis.
Por outro lado, e tendo em conta o estado de conservação dos edifícios, impõem-se como necessárias obras de conservação e reparação, afim de se evitar a continuação da sua degradação. Estas obras deverão ser realizadas o mais brevemente possível, estando o seu âmbito a ser estudado para seguidamente serem adjudicadas.
Paralelamente, estamos a trabalhar na elaboração de um Programa, simultaneamente ambicioso e faseável, que servirá para a abertura de concurso de projecto que se deseja propicie a escolha de uma solução que passará a funcionar como referência para todas as acções subsequentes: selecção de uma equipa e de uma solução de projecto, execução de obras de recuperação e remodelação sejam ou não faseadas.
Ou seja, estamos simultaneamente empenhados em vir a concretizar uma primeira fase de intervenção que se caracteriza fundamentalmente por obras de conservação e reparação, trabalhando na preparação do Programa e Caderno de Encargos que deverão informar um concurso a organizar e concretizar o mais brevemente possível, e cujo objectivo será o de configurar a solução global do projecto para a nova Sede da Secção Regional do Norte da
Ordem dos Arquitectos.
As acções e decisões que estarão envolvidas neste assunto são tão urgentes quanto delicadas e complexas. Estamos cientes que, por variadas razões, se
estabeleceram expectativas que geram ou explicam desejos de grande celeridade. Mas importará agir ponderadamente perante a complexidade deste
tema, sem deixar de procurar que os seus resultados sejam concretizados num tempo não demasiadamente longo.
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