OASRN



030

CONCURSOS OU A ENCOMENDA PÚBLICA DE ARQUITECTURA
Pelouro da Encomenda e Prática Profissional

MAR.2003
 

O seminário Concursos ou a Encomenda Pública de Arquitectura, apresentado na edição de Fevereiro deste boletim, irá decorrer na Biblioteca Almeida Garrett, nos Jardins do Palácio de Cristal nos dias 18 e 19 de Julho de 2003.

O seminário pretende construir uma visão panorâmica sobre as problemáticas dos concursos públicos suportando-se nos temas FORMA, CONTEÚDO e RESULTADOS para agrupar as principais questões em debate.

Na última semana de Maio, em dia a definir, vão decorrer em Coimbra as Mesas Redondas Preparatórias que têm como objectivo estruturar os primeiros contributos ao debate. As três mesas, organizadas com o apoio do NARC (Núcleo de Coimbra), pretendem alargar o mais possível a participação dos membros da Ordem. É para estas três mesas que apelamos ao envio de Comunicações.

Cada Mesa Preparatória corresponderá a um dos três temas propostos e está previsto um primeiro período de intervenções e um tempo alargado de debate. Pretende-se uma certa informalidade que contribua para a máxima abertura e esclarecimento sobre o âmbito e o alcance dos temas. Cada intervenção deverá ter um suporte escrito para integrar o relatório das mesas que constituirá a base de informação das sessões do Seminário em Julho. O âmbito destas sessões é exclusivamente interno à profissão ao contrário do que irá acontecer em Julho.

Para os membros interessados em participar e debater estas questões solicita-se o envio de um resumo das propostas de comunicações até ao dia 16 de Abril.



Os três painéis de debate com que se pretendem abordar as muitas virtudes e os habituais defeitos dos concursos de arquitectura consideram três tempos distintos, para estruturar uma visão panorâmica entre o antes, o durante e o depois do “concurso”.

FORMA
A primeira sessão é dedicada aos diferentes formatos de encomenda pública e à necessária definição da forma adequada para cada tipo de projecto. Partindo dos princípios legais e constitucionais que conduzem à necessidade de abrir a concorrência e de se optarem por soluções de concurso para a escolha das equipas de projecto, procurar-se-á abordar questões a montante do próprio acto do concurso bem como dos efeitos secundários decorrentes das várias modalidades e opções de distribuição da encomenda.

CONTEÚDO
Para um arquitecto é óbvio o que tem de tão particular a encomenda de arquitectura que a torna diferente da prestação de um serviço com menos “autoria” e menos “responsabilidade” profissional. Mas uma entidade organizadora de concurso que expectativa tem sobre a resposta de cada uma das equipas concorrentes? E, aberto um concurso, como devem ser ponderados os trabalhos exigidos, que dimensões e que documentos serão legítimos ou necessários? E o programa de concurso, ou o programa da obra, que responsabilidade terá no sucesso do concurso? Estas e outras questões ligadas à prática dos concursos de arquitectura serão os temas da segunda sessão.

RESULTADO
Como é que um júri, e que júri, conseguirá avaliar a qualidade dos projectos apresentados a concurso? E, reconhecida a qualidade e o mérito, como se transforma um projecto de arquitectura em obra construída? Será que é mais importante o projecto ou a equipa que o fez? E quem utiliza a obra pública. Que papel é que tem o utilizador final no contexto destas opções de aquisição de serviços? Esta última sessão terá como temas as questões ligadas à prossecução dos projectos apresentados a concurso.




 
 


No existem textos relacionados.






No existem textos relacionados.