#407
Processo Eleitoral OA | Debates
9 a 15 de Novembro de 2010
18 INTERVENÇÕES DA OASRN
Portugal no Mundo 30 Anos de Arquitectura Construção e Engenharia | Congresso Concreta 2010

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Registo síntese da 3ª edição do Congresso Concreta que contou com a organização conjunta da AEP/Exponor, AICCOPN, APCMC, OERN, OASRN, e Cannatà & Fernandes.
O congresso Concreta 2010, dedicado ao tema da internacionalização do sector da construção, incluindo os serviços de projecto de arquitectura e engenharia, materiais de construção e construção civil, contou com a participação do Arqº Eduardo Souto Moura, no painel inaugural, ao lado do Prof. Valente de Oliveira (moderador), Engº António Mota, Mota-Engil, e do Engº Daniel Quintã, Iperforma.
O Arqº Eduardo Souto de Moura debruçou-se sobre o que é diferente ‘lá fora’. A confiança: o planeamento garante que os projectos se vão, de facto concretizar e nos prazos estimados; O apoio político: os arquitectos são acompanhados pela embaixada; Prazos: é impensável chegar atrasado a uma reunião e não cumprir os prazos; Trabalho de equipa: “o projecto deixa de ser a angústia da página branca”; Condições: prazos e honorários credíveis - na Alemanha foi instituída uma tabela de mínimos.
O 2º painel, com moderação de Teresa Novais, contou com a participação de Gonçalo Byrne e João Álvaro Rocha, que coincidiram na forma como, o percurso internacional se foi construindo, lentamente, assente no reconhecimento do trabalho realizado em Portugal, e em convites para conferências e posições académicas no exterior, que, por sua vez, conduziram a novas parcerias e/ou convites para concursos limitados.
Hans Ibelings, director da revista A10, participou no painel 4, moderado pelo Dr. José de Matos, Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Comerciantes de Materiais de Construção, sobre os factores de qualidade para estimular a competitividade e fomento dos índices de exportação, comparou a experiência portuguesa com outras experiências europeias, salientando a excepcionalidade da realidade portuguesa, alavancada na figura ímpar de Álvaro Siza, e deixando algumas recomendações: mais ambição (e tradução para inglês), mais visibilidade com realização de eventos internacionais (para se ser convidado é preciso convidar), e mais escala (Para os ateliers portugueses - na maioria composto por unidades entre 2 a 6 arquitectos - competirem a nível internacional há que ganhar escala e associarem-se).
O painel de encerramento, moderado pelo Engº José António Barros, Presidente da Associação Empresarial de Portugal, incluiu as apresentações do Engº Reis Campos, Presidente da CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário e do Dr. Basílio Horta, Presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
O Dr. Basílio Horta focou a importância estratégica atribuída ao sector da construção e as mudanças estratégicas do posicionamento da Agência no estrangeiro e da importância da diplomacia económica associada às embaixadas.
No final da sua intervenção, o Arqº Luis Tavares Pereira interpelou a mesa, no sentido de as acções futuras do AICEP/embaixadas, procurarem conciliar uma diplomacia cultural a uma diplomacia económica: ou seja, aliada à importância da visibilidade que muitas operações de carácter cultural podem adquirir, associar a essas embaixadas uma estratégia de colocação dos serviços de arquitectura, por exemplo, junto dos mercados público e privado locais.
Esta é uma forma de entender os serviços de arquitectura como uma ‘cunha’ de toda a fileira da construção, com o potencial de ‘arrastar’ atrás de si os serviços de engenharia, os materiais de construção nacionais, e inclusive, as empresas de construção.
Michele Cannata (Cannata & Fernandes, arquitectos) e Luís Pereira Viana (MAVAA arquitectos), intervieram para chamar a atenção da Mesa para o tema dos seguros de Responsabilidade Civil em obras no estrangeiro, e da dificuldade em garantir esse tipo de cobertura junto das seguradoras portuguesas, o que se coloca como um entrave para a internacionalização do sector.
Nesse sentido, a AEP, através do seu presidente, Engº José António Barros, disponibilizou-se para, em conjunto com a Ordem dos Arquitectos, abordar esse problema junto das seguradoras portuguesas para o que está já a ser agendada uma reunião entre as duas instituições.
Editor
Filipa de Castro Guerreiro com Carolina Medeiros
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