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Carla Alexandra Garrido de Oliveira, Filipa de Castro Guerreiro e Pedro Querido Figueiredo Bragança Ribeiro


Pelo estremo: Viagem pela viagem de Duarte d’Armas, perspectivas presentes de territórios limiares


Esta viagem propõe perspectivar colectivamente imagens de futuro a partir de um olhar presente tendo por mote o percurso e as gravuras de Duarte d’Armas, realizadas no território português, no início do século XVI, a pedido do rei D. Manuel.
Assim, o tempo do olhar é também o do século XXI, numa condição permanentemente mediadora e interventiva na construção do território, entre a acção lenta de cinco séculos – e os que então o antecederam –, e a inquietação relativa às transformações futuras que queiramos e possamos induzir.

Viagem entre lugares e entre tempos, entre Castro Marim e Caminha oscilaremos entre sincronia e diacronia, percorrendo territórios então marcados pela premente defesa de um limite político, sendo hoje a condição de fronteira tão mais complexa quanto intangível ou imaterial – são outras as distâncias, outras as formas, outros os desígnios e os gigantes nos horizontes.
Em tripla perspectiva, propomos olhar estes lugares pela lente de Duarte d’Armas, registando a metamorfose do que hoje permanece de então; em instância presente, redefinindo e ampliando o enquadramento à luz das formas e dinâmicas contemporâneas, procuraremos novas visões, tão sintéticas quanto as gravuras de há cinco séculos, tão dinâmicas quanto os recursos de que hoje dispomos; por fim, no desígnio de (re)conhecer caminhando, melhor formularemos a interrogação: que horizontes produzir para estes territórios?


 


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