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Diário digital de Viagem | Maria Moita, vencedora da 3ª edição Prémio Fernando Távora
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Maria Moita, vencedora da 3ª edição do Prémio Fernando Távora, com a proposta "arquitectura para o desenvolvimento. intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático", disponibiliza no seu blog, registos do seu percurso de viagem, editados ao longo da viagem que passará pelo Sri Lanka e Timor Leste.
www.mariamoita.blogspot.com
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15 de abril de 2008
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Prémio Fernando Távora “viaja” para o Oriente
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Fonte : Jornal Matosinhos Hoje Por Eduardo Coelho
O trabalho de Maria Valadares Pacheco Moita foi o vencedor do 3º Prémio de Arquitectura Fernando Távora. O anúncio foi feito durante uma cerimónia que se realizou, na passada semana, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos.
A presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, entidade que promove a distinção, Teresa Novais, salientou o papel da autarquia matosinhense na atribuição da distinção, uma vez que, segundo as suas palavras, “é um parceiro estratégico. O prémio é também uma forma de promover a prática da arquitectura”.
Em representação da Ordem dos Arquitectos (OA), Manuel Correia Fernandes, lembrou a figura do patrono do prémio de arquitectura. Para o representante da OA, Fernando Távora é uma personalidade cujo vazio é difícil de preencher.
“Como arquitecto fiz uma grande amizade e grandes viagens. Fernando Távora está no cais à nossa espera. As viagens que fazemos todos os anos permitem-nos acrescentar algo mais. Cruzamos como ele a cada passo. A sua ausência é uma imensa nostalgia”, concluiu.
A João Lobo Antunes, médico e membro do júri desta edição, coube dar a conhecer a decisão do júri constituído igualmente por Eduardo Souto Moura, José Ferrão Afonso, Nuno Teotónio Pereira e Filipa Guerreiro.
Compromisso
Justificando a escolha no trabalho de Maria Valadares Pacheco Moita, o médico salientou o facto da arquitectura poder e dever ser uma mais valia para locais mais remotos, estabelecendo compromissos para que a cidade possa ser uma realidade num mundo cada vez mais globalizado.
A distinguida com o 3º Prémio Fernando Távora mostrou-se, naturalmente, satisfeita com o prémio, pois ele irá ser um contributo decisivo para a investigação que se encontra a realizar, ao abrigo do qual pretende deslocar-se ao Sri Lanka e a Timor Leste.
“Pretendo verificar, no terreno, como é possível desenvolver a arquitectura em situações de grandes dificuldades. No caso de Timor será um regresso para ver as escolas que projectei em conjunto com outros arquitectos portugueses”, concluiu.
João Lobo Antunes considerou uma honra estar envolvido na atribuição do Prémio Fernando Távora, arquitecto que teve oportunidade de conhecer. A propósito das viagens, o escritor e médico salientou o facto desta poder ser considerado como uma odisseia.
Por esse motivo, o membro do júri do 3º Prémio Fernando Távora recordou a viagem que o levou até Nova Iorque. “Os anos que lá passei foram importantes para me definir enquanto homem e profissional médico”.
A encerrar a cerimónia, Guilherme Pinto lembrou o papel de Matosinhos em campos das viagens e da arquitectura. Neste último campo, o presidente da câmara lembrou o facto de Fernando Távora ter deixado no concelho algumas das suas obras.
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9 de abril de 2008
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Maria Moita vence terceira edição do Prémio Fernando Távora
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Fonte : Jornal O Primeiro de Janeiro
Maria Moita foi a escolhida como vencedora da terceira edição do Prémio Távora. A jovem arquitecta apresentou um projecto de uma viagem para estudar a "Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático". Guilherme Pinto, assistiu à cerimónia do anúncio da vencedora da terceira edição do Prémio Fernando Távora, que decorreu na semana passada, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que contou ainda com as presenças de Teresa Novais, bastonária da Ordem dos Arquitectos/Secção Norte; de Manuel Correia Fernandes, da Ordem dos Arquitectos; Fernando Rocha, vereador da Cultura e João Lobo Antunes, membro do Júri.
A escolha de Maria Moita foi justificada pela convicção de que a arquitectura pode e deve ser uma mais-valia no processo de reconstrução em locais remotos que sofrerarm as consequências devastadoras de desastres naturais ou bélicos". No projecto premiado, a jovem pretende visitar países como Timor-Leste ou o Sri Lanka e analisar, nos locais, o papel que a arquitectuta teve nestes dois países, afectados pelos conflitos anteriores à independência de 1999 e pelo tsunami do Natal de 2004, respectivamente. Este trabalho surgiu na sequência das acções que a premiada já esteve envolvida em Timor, em 2002 e 2003, quando participou na construção e reconstrução de escolas promovidas pelo Banco Mundial e pelo Ministério de Educação Timorenses.
Maria Moita é licenciada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e com pós-graduação na Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona. Ao longo da sua carreira visitou ainda Moçambique, onde investigou a relação da arquitectura com a descolonização.
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14 de abril de 2008
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3º Prémio Fernando Távora
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Fonte : Mundo Universitário
O Projecto de uma viagem para estudar a Arquitectura para o Desenvolvimento, Intervenções de Emergência e de Permanência no Sudoeste Asiático valeu à arquitecta Maria Moita o Prémio Fernando Távora.
O reconhecimento do seu projecto deveu-se ao facto da arquitectura poder ser uma mais valia no processo de reconstrução de lugares remotos que sofreram desastres naturais ou guerras. Timor ou Sri Lanka são países onde as suas ideias poderão vir a ser postas em prática.
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12 de abril 2008
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Por um mundo melhor
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Fonte : Diário de Notícias Por Pedro Correia
Trabalhou três anos com Álvaro Siza Vieira. Mas, para esta arquitecta de 36 anos, tudo mudou após uma viagem a Timor-Leste. Permaneceu entre 2002 e 2003 em Díli, integrada numa missão internacional encarregada de reorganizar a rede de edifícios escolares timorenses, e nunca mais encarou a profissão da mesma maneira. Maria Moita, lisboeta diplomada em 1996 pela Faculdade de Arquitectura do Porto, acaba de vencer a terceira edição do Prémio Fernando Távora - o que lhe vale cinco mil euros e uma viagem de regresso ao Extremo Oriente, que tanto a fascinou. O prémio, por iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, distinguiu um seu projecto intitulado Arquitectura para o Desenvolvimento, Intervenções de Emergência e de Permanência no Sudeste Asiático.
"A experiência em Timor foi uma grande viragem na minha forma de encarar a arquitectura. Fui por três meses, acabei por ficar um ano. Nunca tinha percebido que a arquitectura deve ser uma mais-valia e nunca um luxo. Passei a interessar-me muito pela arquitectura no contexto dos países em vias de desenvolvimento. Os espaços qualificados devem estar ao dispor de todos", declarou ao DN gente Maria Moita, naturalmente "muito satisfeita" pelo galardão agora conquistado e que lhe permitirá voltar a Timor, onde ajudou a formar arquitectos. E também deslocar-se ao Sri Lanka, considerado um país--modelo pela forma como recuperou milhares de habitações destruídas pelo trágico tsunami que afectou o Sueste asiático em Dezembro de 2004.
"Os arquitectos não devem estar arredados da realidade. Compete-lhes adoptar materiais e técnicas qualificados que garantam a sustentabilidade dos edifícios. Compete- -lhes, no fundo, contribuir para um mundo melhor. Acredito firmemente que a arquitectura não é só uma resposta à necessidade de um abrigo. É mais que isso: é uma forma de contribuir para novos patamares de desenvolvimento económico e social", sublinha Maria Moita. Uma projectista sem heróis na sua arte: "Tenho um grande respeito pelos grandes arquitectos. Mas sou cada vez mais contra os modelos globalizantes na arquitectura. Defendo as especificidades locais, as matérias locais. A arquitectura contemporânea não é, de todo, o meu caminho."
Imagem © DR
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10 de abril 2008
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Maria Moita
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Fonte : Revista Visão
Maria Moita com o Prémio Fernando Távora, pelo projecto de uma viagem para estudar arquitectura para o desenvolvimento. intervenções de emergência e de permanência no Sudoeste Asiático.. Instituído pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, este prémio destina-se a uma viagem de investigação.
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10 de abril 2008
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Entrevista a Maria Moita
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Fonte : Jornal Meia Hora
A arquitecta Maria Moita, vencedora da 3ª edição do Prémio Fernando Távora, fala ao Meia Hora sobre a proposta apresentada a concurso, arquitectura para desenvolvimento, baseada nas viagens que efectuou a Timor e Sri lanka.
Fale-nos um pouco da sua proposta.
Esta proposta está inserida no meu plano de mestrado Desenvolvimentos, desafios mundiais e diversidades locais e baseia-se no estudo destes conceitos do ponto de vista do arquitecto e como o arquitecto pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das populações carenciadas
Em que bases assenta este projecto?
Baseia-se em viagens que realizei ao Sri Lanka e a Timor. No Sri Lanka, país devastado pelo Tsunami em 2004, pude estudar diversos tipos de intervenção, nomeadamente na fase de emergência, construção de abrigos e construção de casas definitivas. Acredito que aqui a arquitectura está directamente ligada ao desenvolvimento económico e social, porque quando as necessidades básicas da população estão satisfeitas criam-se condições para um maior desenvolvimento. Em Timor, projectei em conjunto com outros arquitectos uma série de escolas por todo o país. Aqui, o contexto é o mesmo, de escassez. Não tive a oportunidade de ver as escolas concluídas. Com este prémio espero, agora, poder observar a eficácia do projecto na comunidade.
A conquista deste prémio é um importante passo?
Sim, sem dúvida. Depois da experiência em Timor, descobri que quero realmente fazer arquitectura no contexto de desenvolvimento. Quero que a arquitectura seja reconhecida como uma mais-valia e não como um luxo. MS
Imagem © DR
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9 de abril 2008
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Maria Moita vence Prémio Távora
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Fonte : Diário de Notícias
Arquitectura. Distinguida com bolsa de viagem, arquitecta popõe análise sobre novas escolas de Timor-Leste.
A arquitecta Maria Moita venceu a terceira edição do Prémio Fernando Távora - uma bolsa de viagem no valor de cinco mil euros - atribuído pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos. O Júri (composto por João Lobo Antunes, Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura, Filipa Guerreiro e José Ferrão Afonso) distinguiu por unanimidade, entre 24 candidaturas, a proposta "arquitectura para o desenvolvimento. intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático".
Na sequência da construção e reconstrução de escolas em Timor-Leste, Maria Moita (que já trabalhou com Álvaro Siza, é licenciada pela Universidade do Porto e tem mestrado do ISCTE) propõe-se "analisar conceitos de desenvolvimento na perspectiva do arquitecto".
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9 de abril 2008
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Arquitectura e Viagem: João Lobo Antunes fala do destino que marcou a sua vida
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Fonte : www.publico.pt por Filipa Cardoso
“Nova Iorque deve ser a cidade onde existem mais pessoas a morar sozinhas ou com gatos”, é a cidade onde se vive, ao mesmo tempo, com "o máximo de privacidade e de... solidão". São só duas pinceladas de um quadro de recordações pintado ontem à noite pelo neurocirurgião João Lobo Antunes depois da entrega do prémio Fernando Távora à arquitecta Maria Moita, em Matosinhos. O convite era para falar da "Viagem na construção do conhecimento" e as memórias de uma estadia "na cidade que nunca dorme", que durou 13 anos, soltaram-se sem reservas.
Antes de evocar uma viagem acontecida há já 30 anos, coube ao neurocirurgião, presidente do júri da 3ª edição do Prémio, anunciar a vencedora do concurso com o projecto “Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático”.
Adequando-se ao espírito do galardão, João Lobo Antunes preparou um discurso que ilustrasse a ideia da viagem como uma metamorfose pessoal e profissional. Começou por falar de uma viagem “romântica” a Amesterdão, lembrou ter-se sentido “homem-bicho” em África e, por fim, num tom confidencial que aqueceu o Salão Nobre da Câmara de Matosinhos, “regressou” a Nova Iorque.
“Come with me to New York”. O convite para trabalhar do outro lado do Atlântico partiu de um neurocirurgião americano, que viera a Portugal para tratar um diplomata português – o mesmo especialista tinha estado já em Lisboa, no final dos anos 60, para observar Oliveira Salazar, quando este se encontrava já paralisado. Aceitou o convite, e partiu, não sem antes deitar um olhar atento e prolongado às colinas de Lisboa, a sua cidade.
“Senti-me como um perdigueiro inquieto, quando descobri que aquele país tinha regras diferentes”. Apesar do impacto inicial, o carácter mundano e fervilhante de Nova Iorque rapidamente o abraçou e teve “a convicção intuitiva” de que aquele era o seu destino. Nesse “melting pot”, Lobo Antunes encontrou um espírito multi-étnico, onde nunca se sentiu discriminado. Mas, paralelamente a esse quadro colorido da diferença, o neurocirurgião deparou-se com uma realidade triste e homogénea, ou seja, o grande anonimato em que a cidade vivia. “Nova Iorque deve ser a cidade onde existem mais pessoas a morar sozinhas, ou com gatos”, a cidade onde se vive, ao mesmo tempo, com o máximo de privacidade e de... solidão. O professor experimentou essa grande solidão, nos primeiros anos. Nesses momentos, consolava-o a memória de uma Lisboa ensolarada, imagem que nunca se dissolveu nem o deixou.
Dos locais que mais o marcaram, Lobo Antunes destacou a livraria “Books and Company” e o metropolitano. Do primeiro, retém ainda, com humor, a imagem dos “empregados orientais elegantes, que tratavam com desdém quem viesse perguntar alguma informação”, mas era algo que ajudava a compor “o mistério” dessa livraria, onde encontrava os livros que nunca esperaria encontrar em qualquer outra. No labirinto do “subway”, constatou a “inevitável mortalidade do homem”.
Foi neste espírito “underground”, de “roupa vagabunda”, deitado nos jardins do Central Park, que o neurocirurgião inalou pela primeira vez o cheiro adocicado da marijuana: “E aí vi, talvez pela primeira vez, as estrelas de Manhattan”. Contudo, nessa “extraordinária máquina do efémero”, em que os cheiros da droga se mesclavam com os dos misteriosos livros da "Books and Company", Lobo Antunes afirmou não dissociar nunca as palavras “trabalhar, estudar e crescer” da cidade onde viveu.
Foi uma longa viagem de uma hora de memórias de Nova Iorque, onde Lobo Antunes disse continuar a habitar, e a ser habitado por ela. Como num filme de Woody Allen.
Imagem: João Lobo Antunes foi o presidente da 3ª edição dos prémios Fernando Távora © Paulo Pimenta (arquivo)
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9 de abril 2008
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Maria Moita vence prémio Fernando Távora
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Fonte : Jornal de Notícias
A arquitecta Maria Moita venceu a terceira edição do Prémio Fernando Távora, revelou a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos.
João Lobo Antunes integrou o júri, ao lado dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura e Filipa Guerreiro (esta em representação da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos) e de José Ferrão Afonso (designado pela família de Fernando Távora).
O júri decidiu por unanimidade distinguir a proposta "Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático", da arquitecta Maria Moita, por considerar que, "quer pela qualidade, quer pelos objectivos, a proposta honra a obra de Fernando Távora".
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7 de abril 2008
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Arquitecta Maria Moita vence 3º Prémio Fernando Távora
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Fonte : www.publico.pt Por Sérgio C. Andrade
O projecto de uma viagem para estudar a “Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático” valeu à arquitecta Maria Moita a 3ª edição do Prémio Fernando Távora. O anúncio do vencedor foi feito hoje à noite, numa sessão pública realizada na Câmara Municipal de Matosinhos, onde o júri justificou a sua escolha pelo facto de a proposta apresentada por Maria Moita manifestar “a convicção de que a arquitectura pode e deve ser uma mais-valia no processo de reconstrução em locais remotos que sofreram as consequências devastadoras de desastres naturais ou bélicos”.
O Prémio Fernando Távora é uma iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos e tem o valor de 5000 euros, para ser utilizado numa viagem de investigação, que deverá resultar num registo documental e numa conferência. No seu projecto, a arquitecta premiada propõe-se visitar países como Timor-Leste ou o Siri Lanka e analisar, “in loco”, o papel que a arquitectura teve (e pode continuar a ter) nestes dois países respectivamente afectados pelos conflitos anteriores à independência de 1999 e pelo tsunami do Natal de 2004. Dará, assim, sequência ao trabalho em que já esteve envolvida em Timor, em 2002/3, onde participou na construção e reconstrução de escolas promovidas pelo Banco Mundial e pelo Ministério da Educação do jovem país. Licenciada pela Faculdade de Arquitectura do Porto e com pós-graduação na Universidade Politécnica da Catalunha, em Barcelona, Maria Moita visitou já também Moçambique, onde investigou a relação da arquitectura com a descolonização.
O júri deste ano foi formado pelos arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura e Filipa Guerreiro e pelos professores João Lobo Antunes e Ferrão Afonso. Na acta, os jurados destacaram duas outras componentes da proposta de Maria Moita: “o profundo compromisso para o exercício da cidadania no mundo globalizado; e o reconhecimento da importância de propor soluções rigorosas proporcionadas pelos recursos locais que, de algum modo consubstanciam uma linguagem mais depurada, vital para a cultura contemporânea”.
Ao 3º Prémio Fernando Távora concorreram 24 arquitectos, com propostas que, em grande parte, se destacaram “pela qualidade e excelência”, notou o júri.
Nas edições anteriores foram distinguidos, no ano passado, a arquitecta Sílvia Benedito, com a proposta “Quadrícula Emocional: Um urbanismo híbrido entre natureza e arquitectura nas cidades atlânticas portuguesas do século XVI”; na primeira edição, foi premiado o arquitecto Nélson Jorge Mota, que estudou o espaço doméstico da burguesia portuense do século XIX em comparação com as habitações da burguesia europeia do século XVII.
Imagem: Maria Moita participou na construção e reconstrução de escolas em Timor-Leste © DR
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8 de abril 2008
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Arquitectura: Maria Moita vence terceira edição do Prémio Fernando Távora
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Fonte : www.rtp.pt
A cerimónia contará com uma conferência sobre "A Viagem na Construção do Conhecimento" do professor João Lobo Antunes, que integrou o júri ao lado dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura e Filipa Guerreiro (esta última em representação da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos) e do professor José Ferrão Afonso (designado pela família de Fernando Távora).
O júri decidiu por unanimidade distinguir a proposta "Arquitectura para o desenvolvimento. Intervenções de emergência e de permanência no sudoeste asiático", da arquitecta Maria Moita, por considerar que, "quer pela qualidade, quer pelos objectivos, a proposta honra a obra de Fernando Távora".
Na sequência de uma experiência no projecto de construção e reconstrução de escolas promovido pelo Banco Mundial e Ministério da Educação de Timor-Leste, Maria Moita propõe-se a "analisar conceitos de desenvolvimento na perspectiva do arquitecto", ou seja, "de que modo pode este construir ou contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas e em que medida pode esta intervenção potenciar capacidades locais".
Os jurados congratularam-se "pela qualidade e excelência de grande parte das propostas concorrentes e reconheceram que o trabalho premiado se distinguia pela convicção, sublinhada no texto submetido na candidatura, que a arquitectura pode e deve ser uma mais valia no processo de reconstrução em locais remotos que sofreram as consequências devastadores de desastres naturais ou bélicos", lê-se em comunicado.
O júri valorizou ainda na proposta vencedora "o profundo compromisso para o exercício da cidadania no mundo globalizado e o reconhecimento da importância de propor soluções rigorosas proporcionadas pelos recursos locais que, de algum modo, consubstanciam uma linguagem mais depurada, vital para a cultura contemporânea".
Licenciada pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Maria Moita tem mestrado em Desenvolvimento, Desafios Mundiais e Diversidades Locais pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), tendo já trabalhado com arquitectos como Álvaro Siza Vieira.
A Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos recebeu este ano 24 candidaturas ao Prémio Fernando Távora, que contou com o apoio logístico da Câmara Municipal de Matosinhos e do Centro de Documentação Álvaro Siza e o patrocínio do Barclays.
O Prémio Fernando Távora é aberto a todos os arquitectos que estiverem inscritos como membros efectivos da Ordem dos Arquitectos e consiste na atribuição de uma bolsa de viagem no valor único de cinco mil euros, para a melhor proposta de viagem de investigação.
Ao vencedor compete preparar um registo sobre a viagem efectuada que pode assumir diferentes suportes (diário, caderno de esboços, vídeo) e que poderá vir a ser objecto de publicação, bem como proferir uma conferência pública no Dia Mundial da Arquitectura.
A actividade de Fernando Távora (1923-2005) enquanto arquitecto e pedagogo visou consolidar, em Portugal e no estrangeiro, a ideia de que o conhecimento da história e da cultura são indispensáveis para a produção da arquitectura contemporânea.
Desde estudante e durante toda a sua vida, Fernando Távora viajou para estudar "in loco" a arquitectura de todas as épocas em todos os continentes, utilizando-a desde 1958 até 2000 como conteúdo e método da sua actividade pedagógica.
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12 de Janeiro de 2008
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Prémio Fernando Távora
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Fonte : Expresso | Espaços & Casas
Até 4 de Fevereiro vão estar abertas as candidaturas para a III edição do Prémio Fernando Távora. O prémio está aberto a todos os arquitectos inscritos como membros efectivos na Ordem dos Arquitectos e é constituído por uma bolsa de viagem no valor de cinco mil euros.
O vencedor será conhecido a 7 de Abril.
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1 de Janeiro de 2008
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Prémio Fernando Távora
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Fonte: Mais Arquitectura
Em homenagem ao arquitecto Fernando Távora, recentemente desaparecido, em memória da sua figura que influenciou gerações sucessivas de arquitectos, pela sua actividade enquanto arquitecto e pedagogo, a OA-SRN decidiu promover um prémio anual, de uma bolsa de viagem destinado a todos os arquitectos inscritos na OA, para a melhor proposta de viagem de investigação, a seleccionar por um júri nomeado todos os anos para o efeito.
Desde estudante e durante toda a sua vida, Fernando Távora viajou incessantemente para estudar in loco a arquitectura de todas as épocas em todos os continentes, utilizando-a desde 1958 até 2000, como conteúdo e método da sua actividade pedagógica. As suas aulas e a sua prática projectual consolidaram, em sucessivas gerações, em Portugal e no estrangeiro, a ideia de que o conhecimento da história e da cultura são indispensáveis para a produção da arquitectura contemporânea.
Simultaneamente, é a própria prática da arquitectura que hoje se desenrola cada vez mais no palco mundial, transcendendo largamente os contextos locais. Arquitectos de todo o mundo contribuem com propostas para outros países, outras culturas, e nesta realidade global, de intensas trocas de experiências é importante preparar os arquitectos através de experiências reais de confronto 'in loco'.
Cumprir-se-á assim uma das heranças do arquitecto portuense: a extraordinária capacidade de investigar sobre o sentido das coisas, as suas raízes, a grande curiosidade pelo outro, ancorada numa forte ligação ao seu contexto de origem, na defesa da dignidade do homem, e respeitador das suas diferenças.
O Prémio Fernando Távora destina-se a perpetuar a memória do arquitecto, valorizando a importante contribuição da viagem e do contacto directo com outras realidades, na formação da cultura do arquitecto.
O prémio será aberto todos os anos no Dia Mundial da Arquitectura (1ª segunda-feira de Outubro), com a apresentação do júri para o ano seguinte, e o/a arquitecto/a premiado/a deverá nessa data proferir uma conferência de apresentação da viagem efectuada. Esta bolsa terá, um valor de 5.000,00 €.
O júri é renovado integral ou parcialmente todos os anos, é composto por cinco elementos que serão nomeados pela OA-SRN, devendo incluir obrigatoriamente uma figura de relevo cultural, externa ao campo disciplinar da Arquitectura, bem como um elemento designado em conjunto com a família do Arquitecto Fernando Távora.
www.oasrn.org
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1 de Dezembro de 2007
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Prémio Távora
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fonte: Arq./A
Estão abertas as candidaturas à terceira edição do Prémio Távora.
O Prémio, instituído em homenagem ao arquitecto Fernando Távora, consiste numa bolsa de viagem no valor de cinco mil euros. O vencedor fica obrigado a entregar um registo de viagem até dez dias antes da comemoração do Dia Mundial da Arquitectura. O júri, desta edição, é constituído por Eduardo Souto de Moura, Nuno Teotónio Pereira, Filipa Guerreiro, João Lobo Antunes e José Ferrão Afonso.
www.oasrn.org/upload/premio
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1 de Dezembro de 2007
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3ª edição do Prémio Fernando Távora
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Fonte : Cubo
Decorrem até 4 de Fevereiro as candidaturas à terceira edição do Prémio Fernando Távora. Instituído pela Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, o prémio anual - uma bolsa no valor de cinco mil euros - para a melhor proposta de viagem de investigação, destina-se a perpetuar a memória do arquitecto portuense, valorizando a contribuição do contacto com outras realidades na formação do arquitecto.
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10 de Outubro de 2007
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Celebrar a arquitectura
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Fonte: Matosinhos Hoje
3ª Edição Prémio Fernando Távora apresentada ao público Sílvia Benedito, vencedora da 2ª edição do Prémio Fernando Távora, foi a oradora da conferência que havia ficado agendada na edição de 2006. Antes, procedera-se ao lançamento público da 3ª edição do Prémio Fernando Távora, uma iniciativa conjunta da autarquia e da Secção Regional da Ordem dos Arquitectos. Este prémio é uma forma de homenagear o arquitecto Fernando Távora, figura que influenciou várias gerações de arquitectos, podendo-se afirmar que a sua obra constitui um exemplo importantíssimo para a credibilização da actividade do arquitecto em Portugal. A arquitecta premiada agradeceu a simpatia com que sempre é recebida no Norte do país, agradeceu também ao arquitecto Fernando Távora, que lhe incutiu o gosto pela arquitectura, e à mãe, que lhe deu a confiança necessária para desenvolver o seu trabalho. No seu trabalho, Sílvia Benedito referiu-se ao urbanismo no século XVI e à sua pesquisa que se centrou em oito cidades, portuguesas e brasileiras, que visitou e onde pôde estudar a forma como o urbanismo de desenvolveu. Para tal, procurou uma memória e história nas cidades atlânticas, como viajante, não como turista. O seu trabalho foi inovador, pois os modelos de urbanismo português não são muito conhecidos. Ora, como o século XVI é um momento espectacular na História de Portugal, o interesse por esta temática é acrescido. A arquitecta salientou a criação catorze capitanias no Brasil, com o objectivo económicos, ligados à produção de açúcar e referiu-se à importância das cidades na dinâmica económica desse tempo, acrescentando, no entanto, que nunca era esquecida a relação com a Natureza, o que é visível em cidades como Olinda, Natal, Rio de Janeiro, Funchal, entre outras. Antes da apresentação da dissertação de Sílvia Benedito, Teresa Novais, da Secção Regional da Ordem dos Arquitectos, referira que a Câmara tem sido um parceiro indispensável na concretização desta iniciativa tão importante para o concelho e para todos arquitectos. Nuno Teotónio Pereira, arquitecto e membro do júri, afirmou ser uma honra fazer parte deste projecto, pela grande amizade e admiração que nutre por Fernando Távora. Promover um concurso anual, cujo prémio é a atribuição de uma viagem de investigação, é de toda a pertinência, dada a importância que Fernando Távora atribuía ao viajar. Para Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, esta cidade representa o espaço ideal para levar a cabo este prémio, que é uma forma de celebrar a arquitectura. Guilherme Pinto descreveu Matosinhos como uma janela para olhar para os locais dessa viagem de encanto do prémio Fernando Távora. O Lançamento Público da 3ª edição do Prémio Fernando Távora contou com a presença de alguns elementos do Júri, constituído este ano por: Arquitecto Eduardo Souto de Moura, Arquitecto Nuno Teotónio Pereira, Prof. Doutor João Lobo Antunes, Prof. Doutor José Ferrão Afonso, nomeado pela Família do Arquitecto Fernando Távora, e Arquitecta Filipa Guerreiro, em representação da AO/SRN. Esta edição resulta, mais uma vez, de uma parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e o patrocínio do Barclays Bank. O prémio consiste na atribuição de uma bolsa de viagem para a melhor proposta de viagem de investigação. O Prémio Fernando Távora é aberto a todos os arquitectos inscritos como membros efectivos na Ordem dos Arquitectos e é constituído por uma bolsa de viagem no valor de 5.000,00 . O concurso será sempre aberto no Dia Mundial da Arquitectura, com a apresentação do Júri para o ano seguinte, e o arquitecto premiado no ano anterior deverá proferir uma conferência de apresentação da viagem efectuada. No dia 7 de Abril de 2008 será conhecido o vencedor da presente edição. Joel Cleto e Fernando Rocha também marcaram presença nesta iniciativa, que encerrou com um Porto de Honra.
Por: Francisco Adrião
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10 de Outubro de 2007
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Dia Mundial da Arquitectura | Concelho vai acolher futuro museu
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Fonte: Jornal de Matosinhos
No Dia Mundial da Arquitectura foi assinado nos Paços do Concelho, um protocolo entre a Câmara Municipal e a Ordem dos Arquitectos, a Fundação de Serralves, a APDL, Fundação da Casa da Música, a Universidade do Porto, a AEP, a Galp Energia, a Unicer, diversas personalidades como arquitectos e vereadores municipais, para institucionalizar a Associação Casa da Arquitectura no Concelho, que ficará situada junto à estação de metro do Senhor de Matosinhos.
A Associação Casa 0da Arquitectura pretende construir um museu dedicado à promoção da arquitectura, em Matosinhos, por ser a terra natal do arquitecto Siza Vieira. Como não é apenas um projecto do Concelho, a Câmara solicitou a um conjunto de empresas e personalidades que assegurem que o mesmo tenha uma dimensão que ultrapasse as fronteiras de Matosinhos.
A Associação Casa da Arquitectura irá gerir o Centro de Documentação Álvaro Siza Vieira, que se prevê abra as portas ao público no final do ano, e promoverá a constituição de uma Fundação, que liderá a construção da Casa de Arquitectura.
No mesmo dia, à noite, representantes da Ordem dos Arquitectos e a Câmara Municipal lançaram a 3ª edição do Prémio Fernando Távora, na presença de alguns dos membros do júri. É um prémio anual, promovido pela secção Norte da Ordem dos Arquitectos que visa homenagear a memória de Fernando Távora, que influenciou gerações de arquitectos pela sua actividade. O prémio é dedicado a todos os arquitectos inscritos como membros efectivos da Ordem, sendo constituído por uma bolsa de viagem no valor de cinco mil euros.
Teresa Novais, da Ordem dos Arquitectos, apresentou os membros do júri para a edição do prémio, de entre os quais Nuno Teotónio Pereira, Eduardo Souto de Moura, João Lobo Antunes, José Ferrão Afonso e Filipa Guerreiro.
Nuno Teotónio Pereira enalteceu Fernando Távora, e lembrou as obras mais marcantes, como o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, Parque Municipal da Quinta da Conceição e da Quinta de Santiago, a ampliação do edifício da Assembleia da República e a Casa dos 24, no Porto.
Após os discursos, a arquitecta Sílvia Benedito, premiada da 2ª edição prémio Fernando Távora, falou do seu trabalho "Quadrícula Emocional".
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3 de Outubro 2007
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Terceira edição do Prémio Fernando Távora apresentado em Matosinhos
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Fonte: O Primeiro de Janeiro
Prestar tributo a um dos profissionais que influenciou sucessivas gerações de arquitectos foi um dos principais motivos que estiveram na origem da criação, pela Secção Regional Norte (SRN) da Ordem dos Arquitectos, do Prémio Fernando Távora.
Depois de ter distinguido Nelson Mota e Sílvia Benedito, o júri da edição deste ano prepara-se agora para analisar as propostas que deverão ser apresentadas até ao próximo dia 4 de Fevereiro de 2008, estando o anúncio do vencedor marcado para 7 de Abril.
O júri deste ano será constituído por Eduardo Souto de Moura, Nuno Teotónio Pereira, João Lobo Antunes, José Ferrão Afonso, nomeado pela família do arquitecto Fernando Távora e Filipa Guerreiro, em representação da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos.
Durante a cerimónia de apresentação, Teresa Novais, da entidade organizadora, salientou o papel desempenhado pela Câmara Municipal de Matosinhos, considerando-a como uma parceria indispensável que deverá ter continuidade no futuro.
Em representação do júri da edição deste ano, Nuno Teótino Pereira recordou o papel de Fernando Távora no desenvolvimento da arquitectura portuguesa. O mesmo arquitecto salientou a admiração que tem pelo edifício sede da câmara municipal e que simboliza o poder local democrático.
Influência
Outro dos membros do júri, Filipa Guerreiro, recordou os passos que conduziram à criação do prémio anual em homenagem a Fernando Távora, profissional que influenciou sucessivas gerações de arquitectos. Em representação da direcção nacional da Ordem dos Arquitectos, Alexandre Alves Costa recordou o facto de ser Fernando Távora que uniu todos aqueles que, na segunda-feira, se deslocaram à câmara municipal.
Já enquanto o membro do júri da edição do ano passado, o mesmo orador referiu que, apesar das inúmeras propostas, a escolha foi fácil, uma vez que houve uma grande convergência, pois o tema abordado é muito interessante.
“Quando os portugueses fundaram cidades tinham uma lista de princípios muito claros, mas não tinham regras. Esses princípios conduziam-nos para a racionalidade e a relação deste com a qualidade. Por isso, os portugueses encontraram os sítios mais bonitos para implantar a cidade”, concluiu.
Guilherme Pinto mostrou-se satisfeito pelo facto de Matosinhos ter sido escolhida para celebrar a arquitectura. “Esta é uma terra que se transformou numa janela para o mundo. A arquitectura deixou marcas profundas e contribuiu para o nosso engrandecimento”, referiu o presidente da câmara.
“Quadrícula Emocional - Apontamentos para um Urbanismo Endémico (Natureza, Arquitectura e Infraestruturas na fundação das Cidades Atlânticas do Séc. XVI)” foi o título da intervenção da conferência proferida pela vencedora do prémio de 2006.
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Conferência
A concluir a cerimónia, a vencedora do prémio do ano passado, Sílvia Benedito, recordou o papel do urbanismo na caracterização do território e de que forma ele se reflecte. A intervenção teve por base uma viagem de estudo realizada a oito cidades do Brasil e Açores e que foram colonizadas por portugueses. “Lamento que o modelo de urbanismo português não tenha representação no mundo, e à escala internacional, à semelhança do que acontece com os criados por franceses e espanhóis”, acrescentou. No caso do território da América do Sul, a arquitecta reconheceu que, numa fase inicial, a distribuição do território estava relacionada com objectivos económicos ligados à produção do açúcar. Actualmente o urbanismo associa-se também à economia e à sociedade.
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3 de Outubro 2007
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Prémio Távora já tem júri
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Fonte: Público
A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos anunciou anteontem, Dia Mundial da Arquitectura, em Matosinhos, os nomes do júri da 3ª edição do Prémio Fernando Távora. São eles os arquitectos Eduardo Souto de Moura, Nuno Teotónio Pereira e Filipa Guerreiro e os professores João Lobo Antunes e José Ferrão Afonso. Na sessão, realizada na câmara municipal, a vencedora da edição anterior, arquitecta Sílvia Benedito, fez uma palestra sobre as cidades do séc. XVI. O Prémio consiste numa bolsa de viagem e de investigação no valor de cinco mil euros.
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30 de Setembro 2007
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3ª edição do Prémio Távora
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Fonte: Se7e
No dia mundial da arquitectura, dia 1 de Outubro, 2ª feira, às 22h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, irá ser lançada a 3ª edição do Prémio Távora. Prémio anual promovido pela Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, em homenagem ao arquitecto Fernando Távora, contempla uma bolsa de viagem, no valor de 5.000 euros, para a melhor proposta de viagem de investigação. Nesse momento, será anunciada a constituição do júri do Prémio.
Conferência Prémio Távora 2007
A seguir ao lançamento da 3ª edição do Prémio, a arquitecta Sílvia Benedito, vencedora da 2ª edição, irá proferir a conferência “Quadrícula Emocional - Apontamentos para um Urbanismo Endémico (Natureza, Arquitectura e Infraestruturas na fundação das Cidades Atlânticas do Séc. XVI)”. Com o objectivo de documentar e partilhar a viagem que realizou pelas cidades da costa do Brasil (Natal, Olinda, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos), Madeira (Funchal) e Açores (Ponta Delgada) Sílvia Benedito criou o blogue http://premiotavora2007.blogspot.com.
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