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Armando Rabaça vence o Prémio Fernando Távora
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25-04-2010 | Diário de Coimbra
O arquitecto conimbricense Armando Rabaça venceu, por unanimidade do Júri, a 5ª edição do Prémio Fernando Távora, atribuído pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, com "De La Chaux-de-fonds à Voyage d'Orient - A promenade architecturale e o espaço/tempo em Le Corbusier".
O arquitecto, que actualmente desenvolve a tese de doutoramento subordinada ao tema Le Corbusier e a promenade architecturale, nasceu em 1968 em Coimbra, onde lecciona no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Rabaça foi premiado com a Menção Honrosa no Projecto de Intervenção e Consolidação da cidade histórica de Erice, Sicília.
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Armando Rabaça vence prémio
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25-04-2010 | Jornal de Notícias
Armando Rabaça venceu a 5ª edição do Prémio Fernando Távora, atribuído pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, com "De La Chaux-de-fonds à Voyage d'Orient - A promenade architecturale e o espaço/tempo em Le Corbusier". O prémio é anual - uma bolsa de viagem - e destinado aos membros da Ordem dos Arquitectos, instituído em homenagem ao arquitecto portuense.
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Rabaça vence
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25-04-2010 | Correio da Manhã
Armando Rabaça venceu a quinta edição do Prémio Fernando Távora, atribuído pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte.
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Ganha Prémio Fernando Távora
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25-04-2010 | Diário de Notícias
Armando Rabaça venceu a quinta edição do Prémio Fernando Távora, atribuído pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, com "De La Chaux-de-fonds à Voyage d'Orient - A promenade architecturale e o espaço/tempo em Le Corbusier".
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5ª Edição do Prémio Távora
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26-04-2010 | Porto Canal - Programa Porto Alive
Em estúdio está Maria Manuel de Oliveira, da Ordem dos Arquitectos da Secção Regional Norte, para falar da 5ª Edição do Prémio Fernando Távora, um prémio de arquitectura.
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Armando Rabaça vence
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28-04-2010 | Matosinhos Hoje por Francisco Adrião
Na edição deste ano, o arquitecto Armando Rabaça foi escolhido por um júri constituído por Rui Vilar, presidente da Gulbenkian, e pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, João Paulo Rapagão, Ana Tostões e Maria Manuel Oliveira, que considerou que o projecto de investigação apresentado se distinguia por utilizar a investigação das fontes primárias de Le Corbusier como ponto de partida para (re) construir a promenade architectural. O júri esclareceu que a escolha foi feita com serenidade, de acordo com os critérios estabelecidos, depois de terem, sido seleccionados seis candidatos, todos com muita qualidade.
O Prémio Fernando Távora é promovido pela Ordem dos Arquitectos/Secção Regional do Norte (OASRN), pela Câmara Municipal de Matosinhos, tendo este ano contado com a parceria da Casa Arquitectura, sediada em Matosinhos, e tem como objectivo de homenagear Fernando Távora.
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Armando Rabaça vence 5.ª edição do Prémio Távora - O arquitecto da Geração 90...
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30-04-2010 | Jornal de Matosinhos
Ao todo foram apresentadas 30 candidaturas. Premiado recebe uma bolsa e viagem.
O arquitecto Armando Rabaça foi o vencedor da 5.ª edição do Prémio Fernando Távora, atribuído pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, com De La Chaux-de-fonds à Voyage dOrient - A promenade architecturale e o espaço/tempo em Le Corbusier. A cerimónia de entrega do galardão decorreu, na passada sexta-feira, no salão nobre dos Paços do Concelho.
O júri deliberou por unanimidade atribuir o Prémio Fernando Távora à proposta De La Chaux-de-fonds à Voyage dOrient - A promenade architecturale e o espaço/ tempo em Le Corbusier, pela sua qualidade intrínseca e pelos objectivos que incorpora. O trabalho premiado distingue-se por utilizar a investigação das fontes primárias de Le Corbusier, recentemente disponibilizadas, como ponto de partida para (re)construir a promenade architecturale da Viagem ao Oriente, explicou o júri.
Na sua proposta, Armando Rabaça, integrante da exposição itinerante Geração 90, realizada pela Ordem dos Arquitectos em 1999, propõe uma viagem a La Chaux-de- Fonds, terra natal de Le Corbusier, e aos locais mais significativos da sua Voyage dOrient, visando um olhar renovado sobre as origens da equação espaço/tempo na concepção arquitectónica de Le Corbusier.
O arquitecto, que actualmente desenvolve a tese de doutoramento subordinada ao tema Le Corbusier e a promenade architecturale, nasceu em 1968, em Coimbra, onde lecciona no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Armando Rabaça foi premiado com a Menção Honrosa no Projecto de Intervenção e Consolidação da cidade histórica de Erice, Sicília, no âmbito do Europan 9, em 2007, e foi comissário da região Centro da exposição Habitar Portugal 03/05, promovida pela Ordem dos Arquitectos em 2006.
O júri, presidido por Emílio Rui Vilar, presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, e composto pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, João Paulo Rapagão (em representação da Casa da Arquitectura), Ana Tostões (em representação da família Távora) e Maria Manuel Oliveira (em representação da Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte), congratulou-se com a qualidade das propostas concorrentes.
O Prémio Fernando Távora, que este ano recebeu 30 candidaturas, é um prémio anual uma bolsa de viagem , destinado a todos os membros da Ordem dos Arquitectos, instituído em homenagem ao arquitecto portuense.
O anfitrião da cerimónia de entrega de prémios, o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, falou da presença de Rui Vilar, um dos expoentes da cultura em Portugal, um homem cuja maneira de estar é um exemplo a seguir.
Já o representante da Ordem dos Arquitectos fez referência à vertente de viajante de Fernando Távora e ao facto de ter tido uma influência inquestionável na arquitectura nacional dos Séculos XX e XXI.
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Arquitecto Armando Rabaça vence Prémio Távora 2010
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24-04-2010 | Público por Segio Costa Andrade
O projecto de realização de uma viagem à terra natal de Le Corbusier (1887-1965), La Chaux-de-Fonds, na Suíça, e a outros locais representativos da sua obra valeu ao arquitecto Armando Rabaça (n. Coimbra, 1968) a 5.ª edição do Prémio Távora, ontem à noite anunciado em Matosinhos.
O júri deste prémio destinado a projectos de investigação através da viagem - forma de a Ordem dos Arquitectos/Secção Regional do Norte (OASRN) homenagear Fernando Távora - considerou que esta proposta se distinguiu das outras três dezenas em concurso "por utilizar a investigação das fontes primárias de Le Corbusier como ponto de partida para (re)construir a promenade architectural" deste vulto do modernismo.
"De La Chaux-de-Fonds à Voyage d"Orient - A promenade architecturale e o espaço/tempo na concepção arquitectónica de Le Corbusier" é o título do projecto de Rabaça, que este justifica por considerar que "a herança de Le Corbusier integra ainda hoje as bases disciplinares da arquitectura" e que há nela ainda muitos aspectos "que continuam por estudar".
O valor do prémio sobe este ano de cinco mil para seis mil euros e o vencedor fará a sua conferência a 4 de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura, em Matosinhos.
Armando Rabaça licenciou-se no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e de Tecnologia da Universidade de Coimbra (1997), instituição a que continua ligado como professor de Projecto. Foi co-autor, com Gonçalo Canto Moniz e Nuno Morais, da obra para os Primeiros Núcleos do Museu Municipal de Aveiro. Na sua carreira profissional, actualmente sediada em Coimbra, já trabalhou com Pedro Maurício Borges e João Mendes Ribeiro.
O júri do Prémio Távora 2010 foi constituído por Rui Vilar, presidente da Gulbenkian, e pelos arquitectos Nuno Brandão Costa, João Paulo Rapagão, Ana Tostões e Maria Manuel Oliveira. A Casa da Arquitectura (Matosinhos) associou-se também como nova parceira do prémio, ao lado da OASRN e da autarquia matosinhense.
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Vai acontecer
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29-12-2009 | Diário Económico - Universidades
Está a decorrer o período de entrega de candidaturas à 5ª edição do Prémio Fernando Távora, organizado pela Ordem dos Arquitectos. O prazo termina dia 01 de Fevereiro e o vencedor do prémio de um bolsa de viagem de seis mil euros será conhecido em Abril. A melhor proposta de uma viagem de investigação, será a premiada. O presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Emílio Rui Vilar, e os arquitectos Nuno Brandão Costa, vencedor do Prémio Secil de Arquitectura 2008, João Paulo Rapagão (em representação da Casa da Arquitectura), Ana Tostões
(em representação da família Távora) e Maria Manuel Oliveira (em representação da OASRN), vão ser os membros do júri desta edição.
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Lançada a quinta edição do Prémio Távora
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20-10-2009 | Construir
A 5ª edição do Prémio Fernando Távora foi lançada e com ela assinada uma parceria da Associação Casa da Arquitectura com a Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte (OASRN) e a Câmara Municipal de Matosinhos.
A 5ª edição do Prémio Fernando Távora foi lançada e com ela assinada uma parceria da Associação Casa da Arquitectura com a Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, OASRN, e a Câmara Municipal de Matosinhos na sua promoção, e ainda dado a conhecer o aumento no valor do prémio, que se eleva de cinco mil para seis mil euros. Nesta edição, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, os arquitectos Nuno Brandão Costa, vencedor do Prémio Secil de Arquitectura 2008, João Paulo Rapagão (em representação da Casa da Arquitectura), Ana Tostões (em representação da família Távora) e Maria Manuel Oliveira (em representação da OASRN) constituem o Júri da 5ª edição do Prémio Fernando Távora. O Prémio Fernando Távora, é um prémio anual destinado a todos os membros da Ordem dos Arquitectos, instituído em homenagem ao arquitecto Portuense, figura referência da arquitectura portuguesa pela sua actividade enquanto arquitecto e pedagogo. Fernando Távora viajou incessantemente para estudar in loco a arquitectura de todas as épocas, em todos os continentes, utilizando-a como conteúdo e método da sua actividade pedagógica. A data limite de entrega de candidaturas é o dia 1 de Fevereiro de 2010, sendo que o vencedor será anunciado a 5 de Abril, e a entrega da sua viagem a 24 de Setembro.
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Prémio Fernando Távora
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18-10-2009 | Arquitectarte - RTPN
Entrevista com as arquitectas Cristina Salvador, vencedora da 4ª edição do Prémio Fernando Távora e Teresa Novais, Presidente da OASRN.
A entrevista está disponível na íntegra em www.rtp.pt
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Apresentação do Prémio Fernando Távora
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Viagem de investigação
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14-10-2009 | Matosinhos Hoje
5ª edição conta com a Casa da Arquitectura como parceira.
No dia 6 de Outubro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, teve lugar a apresentação da 5ª edição do Prémio Fernando Távora, tendo sido proferida pela vencedora da edição anterior, Cristina Salvador, a conferência "Diário do Deserto de Namibe 2009" que sintetizou a sua viagem a África, afirmando: "Não há caminhos, há que caminhar".
Esta iniciativa, que resulta de um trabalho conjunto entre a Câmara Municipal de Matosinhos - Centro de Documentação Álvaro Siza e a Ordem dos Arquitectos - Secção Regional Norte, já começa a ter um público fiel e a ganhar tradição em Matosinhos. Esta edição contou já com uma nova parceria: a Casa da Arquitectura.
Este prémio, que se realiza anualmente, tem um duplo objectivo, uma vez que, por um lado, pretende homenagear o arquitecto Fernando Távora e perpetuar a sua obra e, por outro lado, promover a arquitectura contemporanea portuguesa.
O Júri constituído pela Professor Doutor Arnaldo Saraiva, pela artista plástica Helena Almeida, pelos arquitectos João Luís Carrilho da Graça, Sergio Fernandez (interveniente no projecto do Teatro Municipal Constantino Nery) e Ana Maio (em representação da Ordem dos Arquitectos), por unanimidade, escolheram o projecto da arquitecta Cristina Salvador, "pela qualidade e objectivos propostos na sua viagem de investigação". A arquitecta Cristina Salvador desenvolveu o seu projecto a partir de uma viagem ao deserto de Namibe, desde Luanda, até Tombwa. Em Njambasana, situa-se a sede do CE.DO Centro de Estudos do Deserto, que serviu de base para esta viagem de investigação.
O Presidente da Ordem dos Arquitectos referiu-se ao arquitecto Fernando Távora elogiando a sua obra. Fernando Távora deixou uma obra muito rica e diversificada e influenciou sucessivas gerações de arquitectos, sendo considerado um elemento fulcral na conceituada "Escola do Porto". Fernando Távora valorizava o contacto com outros povos e culturas como forma de enriquecimento do arquitecto, daí a aposta desta iniciativa da valorização das viagens de investigação "como forma de aprendizagem". O arquitecto deve ser sempre um viajante, frisou o Presidente da Ordem.
Perante uma sala cheia e atenta, Fernando Rocha, Vereador da Cultura, apresentou a composição do Júri da próxima edição e aproveitou para agradecer à Ordem dos Arquitectos todo o empenho e colaboração com a Câmara e apelou ao futuro vereador da Cultura para que revele " a inteligência e visão necessárias para manter este prémio". Assim, os elementos que apreciarão os próximos projectos são: Rui Vilar, Presidente da Fundação Gulbenkian, Ana Tostões, representante da família de Fernando Távora, João Paulo Rapagão, em representação da Casa da Arquitectura, Nuno Brandão Costa, vencedor do Prémio Secil de Arquitectura 2008, e Maria Manuel Oliveira, em representação da Ordem dos Arquitectos.
Cristina Salvador falou da sua experiência em África, da importância do Prémio na sua valorização pessoal e profissional, dos conhecimentos que adquiriu e referiu-se ainda ao apoio prestado pela antropóloga Cristina Rodrigues e pelo fotógrafo Jorge Ferreira que a acompanharam e destacou também o apoio e a amizade que encontrou no Centro de Estudos do Deserto. Para ilustrar esta aventura, " que é uma viagem de encontro entre os mitos e os antepassados daquele deserto", foi feito um filme sobre o diário de viagem.
É de salientar que a apresentação do projecto vencedor decorre todos os anos na 1ª segunda-feira do mês de Outubro, Dia Mundial da Arquitectura, no entanto, dado que foi feriado, com o aval da Ordem dos Arquitectos a sessão realizou-se na 3ª feira, a título excepcional.
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Prémio Fernando Távora
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12-10-2009 | Jornal de Matosinhos
No âmbito do Prémio Fernando Távora, a arquitecta Cristina Salvador proferiu na terça-feira, no salão nobre da Câmara Municipal, a conferência "Diário do Deserto Namibe 2009".
O Prémio Fernando Távora é uma parceria entre a autarquia e a Ordem dos Arquitectos, com o objectivo de homenagear e perpetuar a memória do arquitecto Fernando Távora, falecido em 2005. O prémio visa valorizar a contribuição da viagem, sendo lançado todos os anos no Dia Mundial da Arquitectura.
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Vencedora do Prémio Fernando Távora apresenta conferência no Salão Nobre
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06-10-2009 | Jornal de Notícias
Cristina Salvador, vencedora da 4.ª edição do Prémio, apresenta hoje, no âmbito das Comemorações do Dia Mundial da Arquitectura 2009, a conferência decorrente da sua viagem "Diário do Deserto - Namibe 2009", em que conta a viagem de Luanda a Namibe e Tombwa.
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Viagem ao deserto no Namibe
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06-10-2009 | Público
A arquitecta Cristina Salvador (n. 1947) faz esta noite, às 22h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, a conferência decorrente da sua aventura no deserto do Namibe - projecto que venceu a 4ª edição do Prémio Fernando Távora, anualmente promovido pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos.
"O espaço do deserto do Namibe, as fronteiras entre o deserto e os assentamentos, entre o deserto e o mar, a travessia, o encontro e as trocas entre comerciantes e pastores e, por outro lado, o encontro e a troca de pesquisas antropológicas, económicas e espaciais, levam-me a fazer a mala e meter-me ao caminho".
Foi este o projecto de intenções que Cristina Salvador pôde concretizar, com a bolsa do referido prémio. É pois, uma viagem fantástica, aquela que se advinha para hoje à noite, através do testemunho de alguém que conhece muito bem, desde há vários anos, a complexa realidade desta região de África, principalmente pelo trabalho que realizou, como arquitecta, nas ex-colónias portuguesas de Angola e Moçambique.
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CRISTINA SALVADOR Vencedora do Prémio Távora 2009
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É preciso integrar os aspectos ilusórios do deserto no nosso conhecimento
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02-10-2009 | Semanário Grande Porto
O que a levou a escolher este destino (o deserto do Namibe) para a sua viagem de investigação?
O meu interesse de investigação situa-se na diferença entre as áreas resultantes de um processo de desertificação causado pela desflorestação, contaminação ou exploração intensiva de recursos, e o território deste deserto do Namibe, natural e antigo, que constitui um ecossistema único. E o que tornou possível esta escolha foi o contacto com o CE.DO - Centro de Estudos do Deserto, associação angolana de carácter científico, e o meu conhecimento do antropólogo Samuel Aço e do seu projecto de pesquisa - Os Comerciantes do Deserto. A rota aí traçada permitiu-me esboçar à partida o meu percurso de viagem. Ao longo dela, no entanto, fiz alguns desvios.
A viagem durou quanto tempo?
Fiz, juntamente com dois amigos, a antropóloga Cristina Rodrigues e o fotógrafo Jorge Ferreira, uma primeira viagem de preparação no tempo quente de Fevereiro, a qual durou cerca de doze dias ,e finalmente, entre Julho e Agosto, no cacimbo fresco e seco, viajámos vinte e dois dias.
Se o deserto é essencialmente o vazio, como pode ele interessar um arquitecto, que lida sobretudo com o construído?
Acho que nós, arquitectos, tentamos lidar sobretudo com as emoções que procuramos criar através dos espaços configurados
naquilo que é construído para diferentes funções.
Lidamos com emoções resultantes de efeitos de luz, reflexos e diferentes escalas, por exemplo, e essas encontramos no deserto. Interessa-me ainda reflectir sobre a capacidade que certas sociedades têm, como é o caso dos pastores, de literalmente viver com o território natural. E o deserto vai sendo traçado e transformado por pequenas estratégias pessoais, como as dos negócios que se implantam.
De que forma é que se traduz a presença humana nos lugares que visitou?
Encontrei uma profunda identificação com o território natural na construção de casas e abrigos para pessoas, animais, plantações e pontualmente algumas lojas de mato. Da época colonial, ruínas de postos fiscais ou de controlo de caça das reservas naturais, bebedouros e moinhos que foram tentativas para fixação dos pastores. Neste momento, começaram também a surgir alojamentos turísticos.
Conheceu algum edifício marcante?
Na cidade do Namibe, tanto a arquitectura mais antiga como a modernista e a arquitectura popular têm exemplos bastante interessantes.
Mas o mais marcante é a atmosfera das cidades, do Namibe e de Tômbwa, antigo Porto Alexandre, criada pelos traçados claros, a relação com o mar e o contacto que se estabelece entre as pessoas.
Que sensações lhe inspira o deserto?
A curiosidade de decifrar, os seus traços, sinais, tensões que apontam muitas vezes direcções diferentes.
E também o fascínio pelos aspectos ilusórios que o Deserto tem e que, tal como dizia Dardel, é preciso aceitar como tal e integrá-los no nosso conhecimento.
Há algum episódio interessante que queira partilhar connosco?
Estava a passear na Foz do Cunene, junto a um local onde fazem controlo de passaportes, e vejo, de repente, a sair da areia um monumento muito interessante.
Lembrei-me então que a arquitecta Antonieta Silva Dias me tinha falado dum projecto seu de 1959, que não sabia se ainda existia, projectado para a comemoração do abastecimento de água a S. Martinho dos Tigres. Foi como encontrar inesperadamente uma pessoa de que não se conhecia o paradeiro.
Sentiu-se pessoal e profissionalmente mais rica depois de fazer a viagem?
Foi para mim uma grande viagem, embora do deserto do Namibe, que é considerado um dos mais antigos do Mundo, com pelo menos 80 milhões de anos e a estender-se numa faixa do litoral sul de Angola e Namíbia, com cerca de 50.000 km2 (Namib quer dizer enorme), eu só tenha percorrido uma pequeníssima parte.
Também acha, como alguém dizia, que uma pessoa deve ir, pelo menos uma vez na vida, ao deserto?
Acho que cada um tem as suas viagens, que escolhe ou é obrigado a fazer.
Uma viagem ao deserto pode perfeitamente ser feita dum quarto andar sobre o infinito, como dizia o Fernando Pessoa.
Uma bolsa de viagem de cinco mil euros
A quarta edição do Prémio Fernando Távora, instituído pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, contemplou este ano a arquitecta Cristina Salvador. O galardão traduz-se na atribuição de uma bolsa de viagem de investigação, no valor de cinco mil euros, tendo a proposta vencedora consistido num périplo pelo deserto do Namibe, no sul de Angola.
A arquitecta (nascida em 1947 e diplomada pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa) realizará a conferência de balanço da viagem no próximo dia 6, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Arquitectura na Câmara de Matosinhos.
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Programa diversificado marca Dia Mundial da Arquitectura
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01-10-2008 | Construir
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A Norte
A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN) centra as comemorações do Dia Mundial da Arquitectura no Prémio Fernando Távora. Nesse sentido, a 6 de Outubro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, Cristina Salvador, vencedora da 4.ª edição do Prémio, apresenta em conferência o "Diário do Deserto - Namibe 2009", documento resultante da sua viagem.
Cristina Salvador propôs visitar os espaços do Deserto do Namibe, partindo de Luanda até à cidade de Namibe e daí por estrada até ao Tombwa. Segundo a arquitecta, "o espaço do Deserto do Namibe, as fronteiras entre o Deserto e os assentamentos, entre o Deserto e o Mar, a travessia, o encontro e as trocas entre comerciantes e pastores e, por outro lado, o encontro e a troca de pesquisas antropológicas, económicas e espaciais, possíveis através do CE.DO, levam-me a fazer a mala e meter-me ao caminho.
Na preparação da viagem pensei em Nietzsche e na forma como remete o tema do Deserto para o vazio, para o desconhecido, no vazio de que temos uma poderosa necessidade de encher com a nossa própria presença, de o dominar". De acordo com a OASRN, "a conferência será precedida pelo Lançamento Público do Regulamento e Constituição do Júri da 5ª edição do Prémio Fernando Távora", que assinala o início da parceria da Associação Casa da Arquitectura com a Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, OASRN.
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