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A VERDADEIRA RUÍNA DA ARQUITECTURA
PEDRO BRANDÃO, Europan Portugal
ABRIL.2002 |
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O artigo de opinião de André Tavares publicado no último Boletim referia-se à questão, sempre recorrente e sempre oportuna, da rentabilidade dos Concursos de Arquitectura. É geral (e não específico do concurso referido no artigo) que num concurso de arquitectura há uma enorme quantidade de trabalho não pago, correspondente à soma do trabalho dos não vencedores com custos de organização e outros.
Mas será esta rentabilidade negativa dos Concursos de Arquitectura equiparável à categoria de desperdício? Estou convicto que não. É verdade que se olhamos para os concursos de preços não temos rentabilidades negativas, mas são eles melhores (como processo de concorrência e como processo cultural?). É também verdade que a rentabilidade negativa dos concursos de arquitectura pode ser minorada, por exemplo, simplificando as peças a apresentar e/ou aumentando o valor dos prémios, dos honorários e/ou o número de compensações financeiras.
Mas a verdade é que os Concursos de Arquitectura, (nomeadamente os que respeitam as regras que as organizações profissionais e as organizações internacionais de referência devem promover e aperfeiçoar), fazem parte da nossa Cultura Profissional e são mesmo um valor indispensável da afirmação social da disciplina de arquitectura: é a generosidade de vários competidores que oferecem uma prestação valiosa, avaliável pelo seu mérito específico, só sendo um deles (quando é) remunerado. Tal só pode ser verdadeiramente rentabilizado como um investimento: por um lado um investimento individual na pesquisa, na promoção do intercâmbio, da experimentação, na promoção curricular e também na prospecção de novos mercados/clientes; e por outro lado, um investimento colectivo na credibilidade, relevância e responsabilidade social e cultural, da Arquitectura e dos Arquitectos.
Como diz e bem o autor no final da sua opinião, só a perspectiva do estímulo à criação arquitectónica é que há-de compensar tanta loucura!. No caso, a loucura de uma centena de jovens arquitectos que disputaram entre si 9 oportunidades oferecidas pelo Polis. Só para eles foram reservados estes projectos, com grande protagonismo urbano, político e cultural, situados no maior programa de investimento público na arquitectura e na valorização das cidades em Portugal. Bem precisam, os jovens arquitectos portugueses de loucuras como esta: que na encomenda pública haja uma política relevante de protecção à revelação de novos valores. Se noutras dimensões do problema há rentabilidades negativas, não poderemos por isso ir pelo caminho da verdadeira ruína a ruína moral e material de só haver acesso à prática projectual para alguns ou pelos caminhos da competição económica.
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mar
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P.Cunha
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