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ORDEM NAS TUTELAS
JORGE PINHEIRO RODRIGUES
05.NOV.2002 |
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Os artigos do Boletim de Outubro fervilham de ideias, opiniões, criação de novas regras, Finalmente!
1. A arquitectura vai ser dos arquitectos.
Os edifícios vão continuar a ser dos seus habitantes e antes destes dos promotores imobiliários. Respeitar estas três entidades e o interesse comum ditado pelos Planos, é o que importa regulamentar, disciplinar.
2. Os colegas da privada querem ver os das tutelas a fazer respeitar os seus projectos, e a dedicar-se exclusivamente à verificação do cumprimento da legislação e nesta, os PDMs.
Os colegas da pública reclamam para si o papel de pedagogos dos "da privada".
3. Sabemos também que os políticos não querem Planos de Pormenor, porque estes raramente servem os interesses dos promotores. São estes que conhecem o mercado porque é nele que vivem o seu tempo e os seus haveres. Estes não constróem edifícios transparentes entre o Parque da Cidade do Porto e o Atlântico.
4. E os políticos, que desde o Congresso da Associação Internacional de Urbanistas realizado em Braga em 1984, se sentiram institucionalmente aconselhados a praticar o urbanismo negociado, desistiram de mandar fazer Planos de Pormenor com força de Lei. Pontualmente mandam fazer um para servir de base a uma negociação. E a negociação, vulgarmente ultrapassa pelo largo o volume de construção previsto no Estudo do Plano de Pormenor.
5. E o colega da pública que assume as chefias, é infelizmente por vezes, aquele que entre os demais, e não sem indignação dos demais, se atravessa, dando o seu aval de arvorado urbanista ao negócio fechado pelo político.
Pena é, que precise depois - para repor o seu amor-próprio, ou outras coisas de controversa identificação - de se pôr em bicos de pés precisando de se intitular também de pedagogo, e outras funções altruístas. E aí, vamos todos sofrer da sua prepotência, de que só se salva quem ele precisa para se manter de pé.
6. É aqui, creio, que a Ordem tem que intervir.
Sob pena da prática da arquitectura responsável e respeitada, se cingir a uma oligarquia de arquitectos, que trocam entre si as influências. E desta situação, só resulta a qualificação da pequena percentagem de edifícios que estes colegas projectem.
7. A Ordem não pode continuar a apenas zelar pelo cumprimento disciplinar do 7º mandamento das Tábuas de Moisés. O Conselho Disciplinar não pode continuar a limitar-se ao apuramento do roubou ou não roubou. Se a arquitectura é dos arquitectos, e se são estes que apreciam o trabalho dos colegas, a Ordem tem que zelar pelo cumprimento do Código do Procedimento Administrativo que regula o funcionamento da Administração Pública que também tutela o controle dos Projectos de Arquitectura; ou, mais interessante ainda, criar um Código de Instrução Prévia, e Análise dos Projectos de Licenciamento, e do acompanhamento da obra através dum Livro de Obra que sirva a Arquitectura e a Qualificação da Construção.
Creio ser este o primeiro passo que podemos dar de imediato, no processo de reorganização da Prática de Projecto e de Construção que unanimemente, e pela voz da nossa ilustre Presidente, reconhecemos como premente e oportuno de levar a cabo neste período de recessão, e de abrandamento de actividade.
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99
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O 73/73 É UM ENGANO!
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mar
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98
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POR UM FUTURO MELHOR!
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P.Cunha
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93
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ASSINATURAS
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Diogo Manuel Monteiro das Neves
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88
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DEIXEM-ME VOTAR, POR FAVOR!
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Pedro Marques de Figueiredo, Arquitecto.
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100
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POR UM FUTURO MELHOR II
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Rita Amaral
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DAQUI A POUCO, DEIXO A ARQUITECTURA!
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Rui Cação
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SÓ PODE SER DESTA !!!!!
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Francisco Rey
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PEDITÓRIO DE ASSINATURAS PARA QUÊ?
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Jorge Garcia Pereira
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O RECURSO
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Fernando Gabriel
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085
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ARQUITECTO!!! OH, TRISTE PAIXÃO!!!
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P. O.
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084
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E O NOSSO FUTURO?
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pc
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RAZÕES
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J.R.
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DESABAFO!
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RUI REGO e CARLOS MARQUES
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ORDEM DOS AROUITECTOS FAZ VISITAS GUIADAS
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ORDEM DOS AROUITECTOS PROMOVE VISITAS GUIADAS
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LUÍS MIGUEL QUEIRÓS
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047
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O DIREITO DOS ARQUITECTOS E OS DIREITOS DOS OUTROS
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SANTANA CASTILHO
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045
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DISCUSSÃO COMPLETA DA DELIBERAÇÃO DA PETIÇÃO
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DEBATE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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043
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PROJECTO DE DELIBERAÇÃO N.º 17/IX
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COMISSÃO DE OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÃO
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ESTÁGIO DA (DES)ORDEM
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PAULO MONTEIRO, Licenciado em Arquitectura
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BOA SEDE, MAU JUÍZO
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PEDRO ABRANCHES VASCONCELOS
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DESTRUIR A OA PARA CONSTRUIR A SUA SEDE
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JOÃO CASTRO FERREIRA
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PORTO COM PINTA
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PEDRO SILVA
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ORDEM NAS TUTELAS
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JORGE PINHEIRO RODRIGUES
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020
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NÃO INVENTE E SEJA DO CONTINENTE
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PEDRO BELO RAVARA
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015
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O PAPEL DA ORDEM NOS CONCURSOS PÚBLICOS
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ABAIXO ASSINADO
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014
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RUA DO AMEAL, 942 | PORTO
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PEDRO ABRANCHES VASCONCELOS
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011
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CONCURSOS COM A ORDEM? NÃO, OBRIGADO!
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IVO OLIVEIRA, PEDRO CASTELO
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010
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VONTADE DE MUDANÇA
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FRANCISCO SOUSA RIO
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007
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DA LOUCURA DOS ARQUITECTOS
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JOÃO CASTRO FERREIRA
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006
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A VERDADEIRA RUÍNA DA ARQUITECTURA
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PEDRO BRANDÃO, Europan Portugal
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