OASRN

058

REVOLUÇÃO NÃO CHEGOU A TODOS OS BAIRROS E ILHAS
VIRGÍNIA ALVES

26.ABR.03
 

ARQUITECTURA – Planeamento da cidade a partir da habitação não passou dos projectos das brigadas do SAAL

Transformações. Em pouco tempo, brigadas. de arquilectos ouviam as associações de moradores. Velhas ilhas e bairros, muitos deles condenados à demolição para a criação de parques de estacionamento, conhecem novos projectos.
Estamos em 1974. As carências de habitação são pensadas numa lógica de auto-reconstrução e não na entrega de chaves em bairros sociais. Dá-se início ao que alguns apelidam de 25 de Abril da Arquitectura, o SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local).
29 anos depois da Revolução de Abril, a Ordem dos Arquitectos convidou, ontem, os portuenses para uma visita a alguns bairros da cidade que foram alvo de intervenções.
O SAAL do Porto, tal como os restantes projectos que se desenvolveram em todo o país, tinham como principal característica fazer a reabilitação das habitações já existentes, ocupando o local original, evitando, desse modo, especulações.
Antes de se iniciar a visita, o arquitecto António Bandeirinha referiu alguns factores que tomaram único o SAAL do Porto. “Antes do 25 de Abril já existiam na cidade várias associações de moradores bastante activas, porque muitas pessoas das ilhas tinham sido realojadas nos bairros da periferia e chegavam à conclusão que os melhoramentos não eram assim tão grandes", explicou.
Por outro lado, a especificidade da estrutura do tecido urbano obrigava a um tipo de intervenção próprio. Além disso, "os arquitectos que se inscreveram nas brigadas há muito estavam ligados ao debate que decorria na Faculdade de Belas Artes, sobre a habitação".
Em 1976, aquando do fim do SAAL, existiam no Porto 65 brigadas, cada uma delas cobria uma área muito grande. A mapificação de todas as intervenções em curso na altura demonstrou que estava a planear-se a cidade a partir da habitação.
Uma nova fórmula sem conclusão. Nos quatro bairros visitados (S. Vítor, Antas, Leal e Bouça), foi possível verificar que apenas se executou cerca de um quarto dos projectos. Em alguns casos, os materiais utilizados não foram os recomendados, tal como as regras de construção. Ainda assim, é possível perceber o que foi o SAAL. O projecto inacabado.




 
 


99
 O 73/73 É UM ENGANO!
mar

98
 POR UM FUTURO MELHOR!
P.Cunha

93
 ASSINATURAS
Diogo Manuel Monteiro das Neves

88
 DEIXEM-ME VOTAR, POR FAVOR!
Pedro Marques de Figueiredo, Arquitecto.

100
 POR UM FUTURO MELHOR II
Rita Amaral

097
 DAQUI A POUCO, DEIXO A ARQUITECTURA!
Rui Cação

094
 SÓ PODE SER DESTA !!!!!
Francisco Rey

090
 PEDITÓRIO DE ASSINATURAS PARA QUÊ?
Jorge Garcia Pereira

086
 O RECURSO
Fernando Gabriel

085
 ARQUITECTO!!! OH, TRISTE PAIXÃO!!!
P. O.

084
 E O NOSSO FUTURO?
pc

079
 RAZÕES
J.R.

077
 DESABAFO!
RUI REGO e CARLOS MARQUES

071
 OS ARQUITECTOS TÊM DIREITOS?
ANTÓNIO JORGE BRAGA

070
 ARQUITECTOS DESVENDARAM SEGREDOS DO LABORATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO VETERINÁRIA
ÂNGELO TEIXEIRA MARQUES

069
 ILHA DA RUA DAS ALDAS:
UMA FORTALEZA COM PEQUENAS JANELAS

INÊS NADAIS

067
 A PAIXÃO DOS ARQUITECTOS
ALEXANDRE PRAÇA
NELSON MARQUES

066
 “OBRA ABERTA” EM MATOSINHOS
EDUARDO COELHO

065
 O PALÁCIO COMO DOCUMENTO ABERTO
RITA LOPES

064
 VIAGEM PELA ARQUITECTURA DE UMA CIDADE DISFORME
CELESTE PEREIRA

063
 VILA REAL E RÉGUA “ABRIRAM-SE” AO OLHAR DOS ARQUITECTOS
CELESTE PEREIRA

062
 SIZA VIEIRA REGRESSA À CASA AVELINO DUARTE
SARA DIAS OLIVEIRA

061
 SIZA VIEIRA REGRESSA À CASA AVELINO DUARTE
NATACHA PALMA

060
 QUEM DISSE QUE UM PARQUE INDUSTRIAL TEM DE SER FEIO, MUITO SUJO E RUIDOSO?
ABEL COENTRÃO

059
 VISITA À “HABITAÇÃO PÓS-25 DE ABRIL “ NO PORTO
PAULA SIMÕES

058
 REVOLUÇÃO NÃO CHEGOU A TODOS OS BAIRROS E ILHAS
VIRGÍNIA ALVES

057
 O ALJUBE POR DENTRO
INÊS NADAIS

056
 CASTELO RODRIGO NAS VISITAS GUIADAS DO ANO NACIONAL DA ARQUITECTURA
RITA LOPES

055
 ORDEM DOS AROUITECTOS FAZ VISITAS GUIADAS
LUIS MIGUEL QUEIRÓS

054
 ORDEM DOS AROUITECTOS PROMOVE VISITAS GUIADAS
LUÍS MIGUEL QUEIRÓS

047
 O DIREITO DOS ARQUITECTOS E OS DIREITOS DOS OUTROS
SANTANA CASTILHO

045
 DISCUSSÃO COMPLETA DA DELIBERAÇÃO DA PETIÇÃO
DEBATE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

043
 PROJECTO DE DELIBERAÇÃO N.º 17/IX
COMISSÃO DE OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÃO

029
 ESTÁGIO DA (DES)ORDEM
PAULO MONTEIRO, Licenciado em Arquitectura

026
 BOA SEDE, MAU JUÍZO
PEDRO ABRANCHES VASCONCELOS

025
 DESTRUIR A OA PARA CONSTRUIR A SUA SEDE
JOÃO CASTRO FERREIRA

024
 PORTO COM PINTA
PEDRO SILVA

021
 ORDEM NAS TUTELAS
JORGE PINHEIRO RODRIGUES

020
 NÃO INVENTE E SEJA DO CONTINENTE
PEDRO BELO RAVARA

015
 O PAPEL DA ORDEM NOS CONCURSOS PÚBLICOS
ABAIXO ASSINADO

014
 RUA DO AMEAL, 942 | PORTO
PEDRO ABRANCHES VASCONCELOS

011
 CONCURSOS COM A ORDEM? NÃO, OBRIGADO!
IVO OLIVEIRA, PEDRO CASTELO

010
 VONTADE DE MUDANÇA
FRANCISCO SOUSA RIO

007
 D’A LOUCURA DOS ARQUITECTOS
JOÃO CASTRO FERREIRA

006
 A VERDADEIRA RUÍNA DA ARQUITECTURA
PEDRO BRANDÃO, Europan Portugal